Que palavras traduziriam os mais profundos desejos de um ser humano?*
Ao analisar os portais de notícias não é incomum observar com espanto por entre os destaques, as terríveis novidades a respeito do ataque do exército Israelense ao povo Palestino, numa caçada implacável aos responsáveis pelo ataque terrorista ocorrido no início de Outubro de 2023, em uma festa tecno no deserto, em que mais de mil jovens israelenses foram cruelmente assassinados.
É também impossível não indignar-se ao saber que, entre os mais de dez mil palestinos mortos na retaliação Israelense a este ataque, quatro mil são crianças e que a vasta maioria dos mortos são pessoas que nada tem a ver com o grupo Hamas..
Causa indignação perceber nos jornais manchetes que destacam a morte de um terrorista, em vez de centenas de inocentes. É quase impossível não admitir que ações de extermínio de um povo estão ocorrendo, enquanto os países têm dificuldade em conter o ímpeto de um governo tão sanguinário quanto os terroristas!
Este é um trecho da crônica presente no livro Crônicas do Cotidiano – Um Novo Jeito de Ver Disponível na Amazon e Clube dos Autores
As notícias sobre a guerra são, na maioria das vezes, distorcidas.
Há crianças sob os escombros.
Apenas um lado da história é estabelecido como verdade absoluta. – Nilson Miller
A história não julga
Acreditar que haverá um julgamento por parte da história é mais uma licença poética.
A maioria dos tiranos, assassinos e ditadores viveu impunemente, descansou em berço esplêndido e deixou a seus descendentes não a vergonha, mas suntuosas heranças.
Seus nomes não foram esquecidos, mas sobrenomes foram trocados, e as injustiças que praticaram beneficiaram seus sucessores, que usufruem graciosamente de todo o mal causado ao longo do tempo.
Quantos ladrões não deixaram seus filhos ricos, enquanto aqueles que sofreram injustiças e foram lesados continuam presos às mesmas condições de miséria?
Quantos enriqueceram com o tráfico e a exploração de escravos, enquanto os descendentes destes seguem discriminados e humilhados na hipócrita sociedade atual?
Ou quantos políticos fizeram fortunas e deixaram a seus filhos, enquanto o povo enganado sofre com a fome e a falta de esperança?
O papel da História
Não se pode colocar nas mãos da história o poder de julgar.
À história cabe apenas narrar os fatos conforme os relatos que prevaleceram e escancarar na face das pessoas o quanto foram — e continuam sendo — enganadas.
Como, no futuro, serão contadas as guerras na Ásia e no Oriente Médio?
As pessoas que perderam seus patrimônios ou foram escravizadas jamais foram compensadas.
Voltando no tempo, analise o que aconteceu às cidades de Hiroshima e Nagasaki.
Nos dias 6 e 9 de agosto de 1945, milhares de vidas inocentes foram apagadas da história pelo uso de bombas atômicas.
O lançamento dessas bombas marcou o fim da Segunda Guerra Mundial.
E a história “esqueceu” de compensar aquelas pessoas, assim como esqueceu de compensar as vítimas do ataque do exército japonês aos habitantes da pequena cidade de Nanquim, na China, onde, em 1937, todas as atrocidades possíveis foram cometidas.
Os japoneses não costumam lamentar tais atos cometidos por seus exércitos! –
A história também esqueceu dos escravizados ao longo dos séculos.
Limita-se a contar parte do que aconteceu e mostrar o quanto não sabemos… e não aprendemos.
No futuro, como serão lembradas as mais de trinta mil crianças mortas, assassinadas pelo exército de Israel, que insiste em exterminar um povo sob o pretexto de combater o terrorismo?
Como será lembrado o massacre atual de palestinos? Como limpeza étnica? Como uma resposta a atos terroristas? Como atos de vingança de um país obstinado? Como genocídio? Ou como uma guerra contra o Hamas?
O vencedor contará a sua versão, e esta há de ficar nos registros, lamentavelmente, a despeito das milhares de vidas, de crianças e inocentes.
A ação de Israel, com o apoio do país mais bélico do mundo, espalha suas canções de guerra.
A história e os EUA
Sob o mesmo pretexto, os Estados Unidos — parceiro de Israel e principal fornecedor de armas — travaram guerra contra o Iraque na década de 1990, alegando a existência de armas de destruição em massa, o que se provou falso, como canções que narram as glórias da guerra.
A história revelou que havia interesses comerciais envolvidos. Naquela época: o petróleo.
Um dia, talvez, a história revele os reais interesses por trás dos conflitos atuais, quem se beneficiou das circunstâncias, quem foi deixado para trás… ou se há algo mais envolvido, como interesses comerciais.
Discordar das ações de extermínio promovidas pelo exército israelense não tornará ninguém antissemita.
Preocupar-se genuinamente com as vítimas palestinas não significará apoiar o Hamas, como muitos têm tentado fazer acreditar.
Todas as vidas são preciosas!
O papel da imprensa
A imprensa, como narradora dos acontecimentos, jamais será plenamente isenta.
O comportamento da imprensa brasileira durante o período da Ditadura Militar, quando patrocinada pelo governo, esquivava-se de relatar os abusos cometidos, transmitindo uma falsa sensação de segurança.
O mesmo ocorreu nas eleições presidenciais de 1989.
As eleições de 1989 exemplificam como um sistema de TV tinha o poder de manipular a opinião pública. Veja o vídeo sugerido: Muito Além do Cidadão Kane.
Sempre haverá a influência de anunciantes, cujos interesses estarão acima do bem comum.
Cada notícia será adaptada aos interesses desses patrocinadores e da empresa que a veiculará.
As redes sociais
Lamentavelmente, o descrédito na imprensa tradicional levou muitos a se informarem por meios bem menos confiáveis, recorrendo a fontes pouco fidedignas. As redes sociais assumiram o poder de influenciar as opiniões.
O número de pessoas que busca informações em grupos de WhatsApp cresceu a tal ponto que, durante a pandemia de COVID-19, muitas hesitaram em aceitar a vacina ou os meios de proteção recomendados.
Pessoas mal-intencionadas também aproveitam essa situação para criar sensacionalismo por meio de notícias bombásticas e bem elaboradas, que, na maioria das vezes, são disseminadas por aplicativos e redes sociais, como Facebook, Instagram, X e outros.
As canções de guerra…
E, de repente, as pessoas esquecem que, do outro lado, ainda há guerras em andamento — esquecidas pelos meios de comunicação que se cansaram de tais assuntos.
A imprensa continuará no seu papel de transmitir o que convém, agora disputando espaço com meios informais, que trarão um lado da história — verdadeiro ou não — nesta guerra de informações.
Os assuntos perdem as manchetes por não serem mais “a novidade”, como músicas que perderam destaque diante de algo mais relevante.
As vítimas continuarão sendo esquecidas, pois a informação ainda é um produto vendido — e isso não importa qual o meio de comunicação, se não há compromisso com os fatos.
Enquanto isso, a indústria das armas continua a aumentar seus lucros, enquanto vidas se vão — sem graça e sem pressa, em meio aos escombros.
* Os golpes e as tentativas de golpes já eram comuns desde o Império.
*Matéria publicada originalmente em Outubro/23
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Faremos uma aplicação um tanto diferente da citação acima.
Falaremos de pessoas e sentimentos, principalmente o amor, pois tudo se transforma, inclusive o amor, não é verdade?
Embora se imagine o amor como algo eterno, mesmo ele pode acabar.
O sentimento romântico de amor eterno é bem comum quando passamos pelas primeiras e intensas paixões na juventude, que geralmente duram dias, semanas ou meses.
E este ciclo se repete muitas e muitas vezes… pois não é amor, é paixão.
O que é Paixão ?
PAIXÃO não é a mesmo que AMOR.
Na maioria das vezes as paixões são acompanhadas de sentimentos intensos e “destrutivos”, por assim dizer.
O medo de perder, a insegurança e os ciúmes excessivos são sentimentos que acompanham cada paixonite!
Não é a toa que a paixão é muitas vezes definida como o fascínio ou a falsificação do amor.
A pessoa apaixonada se apega a coisas superficiais como a cor dos olhos, o rostinho bonito, o jeito de falar, de cantar, ou como disse certo jovem que “gostava da pegada da pessoa amada!”
Essas superficialidades tornam-se menos importantes com o passar do tempo e por serem superficiais, desaparecem junto com o encanto. Então…
O que é o amor?
Mas, se paixão não é amor, como explicar o amor?
Não se define o amor em apenas uma palavra.
Examinarmos as palavras gregas que definem AMOR, pode ajudar a entender as suas várias facetas.
Observe que para cada faceta do amor há uma palavra específica no grego.
Isso nos ajuda a ter uma ideia de quão amplo pode ser o amor.
O amor ideal
O tipo de amor ideal para um relacionamento, deve de algum modo incorporar todas as facetas listadas acima.
O amor é uma sentimento que pode ser influenciado por fatores individuais e contextuais, e variar de acordo com cada relacionamento, também por isso ele pode diminuir ou mudar ao longo do tempo por uma variedade de razões.
Uma das razões pelas quais o amor pode diminuir é o desgaste natural que ocorre em relacionamentos de longo prazo.
A rotina do dia a dia, o estresse, as responsabilidades e as diferenças individuais, problemas financeiros, saúde, trabalho ou família podem contribuir para uma diminuição do amor, por isso além do romantismo, é necessário que haja: amizade íntima, que haja o lúdico ( a conquista) o compromisso, o amor-próprio e a empatia, sim, o Companheirismo.
O amor é algo mais maduro, mais estável.
A importância da Comunicação
Para que um relacionamento se aperfeiçoe e dure é necessário que haja comunicação, em especial a capacidade de saber ouvir.
Uma boa comunicação fortalece os laços afetivos pois possibilita uma melhor conexão emocional – e sem essa conexão, o amor enfraquece!
É verdade, que na natureza “tudo se transforma”…
Mas, como diz o mesmo Lavoisier**, “nada se perde”.
Apesar de hoje os relacionamentos serem instáveis, quase descartáveis, muitos ainda acreditam que é possível transformar algo “incrível” em algo “ainda melhor” e por isso investem aquilo que tem de melhor para manter vivo o seu amor pela pessoa amada: O TEMPO e a ATENÇÃO.
E como os seres humanos serão sempre surpreendentes, descobrirão ainda novas razões para se amarem ainda mais com o passar do tempo.
Para conhecimento:
* Antoine-Laurent de Lavoisier foi um nobre e químico francês fundamental para a revolução química no século XVIII, além de ter grande influência na história da química e na história da biologia. Ele é considerado na literatura popular como o “pai da química moderna”.
Foi eleito membro da Royal Society em 1788. Wikipédia
** E certamente, não estava falando de amor na citação acima, mas o princípio é o mesmo! (risos).
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Viver é mais que uma arte e a arte de viver nem sempre é fácil.
Seria comparável ao músico que dedicou sua vida preparando-se para aquilo que seria o seu mais importante recital e que na hora “H” é traído pela ansiedade. que não o deixa enxergar as linhas na partitura.
É como se as notas parecessem dançar, mudar constantemente de posição na pauta.
Traído pelas emoções do momento, vê as notas perderem sentimento e intensidade.
Enquanto isso a plateia triste, observa apreensiva, enquanto ele… sente o medo de errar pela segunda vez.
E o medo o paralisa…
O medo pode nos paralisar..
Mas, como em toda a arte, viver exige perseverança, como a de um músico que não pensa em desistir.
Exige uma ação em cada oportunidade, uma reação a cada erro.
Exige a coragem de se levantar depois do tombo e de rir depois da vergonha.
Exige a humildade de ver outros cruzarem a ponte enquanto não é a sua vez.
Exige traçar rabiscos, antes de completar o quadro.
E se os rabiscos, não estiverem certos…apagá-los e começar tudo, novamente.
Exige-se reler a partitura, sim, decorar a folha inteira, se necessário.
Repeti-la um milhão de vezes, até que todas as notas estejam nos tempos e lugares certos.
Para depois desse esforço maior, sentir uma alegria multiplicada por cada segundo que se planejou acertar.