
Imagem de Heiko Behn por Pixabay
Um morador ilustre decidiu partir!
Uma imagem vale mais que mil palavras!

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Um morador ilustre decidiu partir!
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quinta Imagem de Aliensworld por Pixabay
Gilson Cruz
O dia estava meio estranho e confesso que o calor estava fora do normal.
Era quase fim de tarde e lá, escondido entre as pequenas plantas, consegui ouvir um som bem diferente.
Não eram grilos fazendo a festa costumeira, nem algum morcego bêbado que se chocou novamente contra a minha parede.
Também não eram sapos; estes já haviam migrado para a lagoa mais próxima.
E quando eu digo mais próxima, não significa necessariamente próxima.
Era um serzinho estranho, mas como eu já disse, o dia estava estranho, então não liguei muito pra isso.
***
Quer ler o texto completo? Ele está no livro “Crônicas do Cotidiano – Para Continuar a Estrada”, atualmente em pré-lançamento no Clube dos Autores.
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Gilson Cruz
Apresentação
Neste texto, convido você a mergulhar numa memória que poderia ser de qualquer um de nós: a primeira paixão, silenciosa, platônica, guardada entre versos e melodias nunca reveladas.
A narrativa acompanha um adolescente tímido que transforma a presença da professora em inspiração para poemas e canções, enquanto vive a angústia das quintas-feiras, as despedidas dos amigos e as mudanças que marcam o fim de um ciclo escolar.
Mais do que uma história de amor não correspondido, este é um retrato delicado sobre amadurecimento, perdas silenciosas e a beleza — ainda que dolorida — de lembrar os sentimentos que nos fizeram escrever, sonhar e viver intensamente cada estação da juventude.
Boa leitura!
As pernas tremiam quando ela entrava na sala de aula.
Ele não sabia, mas talvez a adolescência ainda existisse, embora disfarçada, atrás das lentes daqueles óculos para corrigir um pouco daquela miopia.
As “quintas-feiras” de Primavera, eram terríveis!
***
Quer ler o texto completo? Ele está no livro “Crônicas do Cotidiano – Para Continuar a Estrada”, atualmente em pré-lançamento no Clube dos Autores.
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Gilson Cruz
Não sei o que ardia
naquele momento
Se a ansiedade de continuar tentando
ou o medo…
de aceitar que sonhos,
na maioria das vezes não se realizam.
E naquele momento,
que precisava acordar, acordei.
E o céu continuava azul.
Gilson Cruz
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Imagem de andreas160578 por Pixabay
Gilson
Quero voltar ao lugar
onde as crianças brincam, e esquecer a minha pressa…
Contemplar os risos, esquecer dos riscos e da dor que me atravessa.
Lembrar que um dia naquele mesmo lugar ouvi os acordes suaves de um violão ressoar.
O balançar dos cabelos, o amor a sorrir, a inspiração, os apelos… que não voltasse a partir.
Quero voltar ao lugar
E reviver o medo de não acertar, de não merecer… Reviver a voz suave, poder viver…
Quero voltar ao lugar onde as crianças brincam e trazer de volta as memórias e fazer as pazes comigo…
E lembrar aquele dia, marcado, riscado no tempo… da menina que sorria, linda, livre, lindo firmamento.
Lembrar dos céus de primavera que nascera em outra estação, do amor que se espera, o infinito, a liberdade, a mão…
Outras crianças hoje brincam. Sim, no mesmo lugar… Venham, ouçam os risos… esqueçam os riscos… É onde quero voltar e ficar.
E recordar aqueles risos… De quem vivo a sonhar.
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Imagem de meisterhaui por Pixabay
Alguns livros ganham uma profundidade extra quando alguém os conecta à sua própria realidade, revelando nuances que talvez tenham passado despercebidas anteriormente.
Há tempos, voltando tarde das aulas de inglês, no silêncio quase meia-noite do transporte da Prefeitura, uma estudante se sentou ao meu lado e compartilhou seus planos para o futuro. Seu modo cativante e otimismo eram inspiradores.
Ela falava dos sonhos de cursar Direito, de cuidar das pessoas e de outras ambições, e eu me maravilhava: “Como pode haver espaço para tantos sonhos dentro de alguém tão sereno?”
Naquela conversa, redescobri um pedaço de mim mesmo. Na minha juventude, entre poesias e músicas, sonhava com a profissão mais inspiradora: ser professor e ajudar a trilhar caminhos.
Eu estava sem palavras, ciente do esforço daquela pequena cansada para se manter acordada.
E então, ela me disse: “Estou lendo um livro que está mexendo muito comigo, você conhece a história de Anne Frank? Estou lendo O Diário de Anne Frank!”
O entusiasmo dela me fez esquecer o cansaço. Pedi que me contasse mais. Ela descreveu a avançada Anne Frank, sua paixão por filmes, o sonho de ser atriz e sua decisão de registrar sua rotina em “Kitty”, o nome que deu ao seu diário. Falou das experiências da jovem durante o período de confinamento, suas paixões, medos e incertezas sobre o futuro.
Mesmo sem chegar ao fim do diário (a menina temia este momento), ela já conhecia o resumo da história (e eu também!). As luzes da cidade se aproximaram enquanto agradeci por tornar a viagem mais agradável.
Prometemos falar mais sobre o livro, mas eu sabia que, ao concluir meu curso, isso dificilmente aconteceria. Ao chegar em casa, algo me instigava: “Por que não reler O Diário de Anne Frank?”
E assim o fiz.
Cada palavra no diário ganhou uma nova vida, cada momento e experiência me ensinaram uma nova lição. Comecei a questionar menos sobre a maldade das pessoas e mais sobre como pequenos atos podem dar significado ao mundo.
Não, não vou contar o que está no diário ou narrar a história de Anne Frank. Recomendo que você mesmo o faça. Leia, pense na natureza humana e no quanto ainda precisamos aprender.
Gilson Cruz
Veja mais em: O tempo ( Contador de histórias) – Jeito de ver.