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Novembro – Tempo de História e curiosidades

Histórias e curiosidades do mês de Novembro.

Imagem de Rahul Pandit por Pixabay

Enfim, chegou Novembro!

Além de me trazer as canções das minhas meninas Géssica e Elaine, novembro traz  um monte de histórias e significados.

Em termos de história e etimologia, novembro é o décimo primeiro mês do calendário gregoriano e deve seu nome ao termo latino novem (nove), pois originalmente era o nono mês no calendário romano, que começava em março.

Com a reorganização do calendário, incluindo janeiro e fevereiro, ele se tornou o décimo primeiro mês, mas manteve o nome. No hemisfério sul, novembro marca o final da primavera, enquanto no norte, representa o fim do outono.

Feriados e Datas Importantes

Novembro é cheio de datas que carregam significados especiais.

Logo no início, temos o Dia de Finados, em 2 de novembro, um momento dedicado a homenagear os falecidos.

No dia 15, no Brasil, temos a Proclamação da República .

Outras datas que valem destaque incluem o Dia da Bandeira, em 19 de novembro, e o Dia Nacional de Combate ao Câncer, em 27 de novembro, que nos lembra sobre a importância da prevenção.

Além disso, em 14 de novembro é o Dia da Alfabetização, destacando o papel da educação para o desenvolvimento social.

O Dia da Consciência Negra, em 20 de novembro, homenageia a luta antirracista e a figura histórica de Zumbi dos Palmares. Este ano, pela primeira vez, ele será observado como feriado nacional, reconhecendo seu peso e valor para o país.

Para os homens, novembro também é um mês de alerta com a campanha Novembro Azul, que promove a prevenção e o diagnóstico precoce do câncer de próstata.

Em 2021, aproximadamente 16.300 homens perderam a vida por essa doença, que pode ser diagnosticada de forma simples, mas ainda enfrenta preconceitos. – https://www.gov.br/inca/pt-br/assuntos/cancer/numeros

Celebrações e Origens

Desde a Antiguidade, novembro foi um mês de celebrações.

Na Roma Antiga, ele era marcado pelo Ludi Plebeii e, entre os anglo-saxões, era chamado de Blōtmōnaþ, ou “mês das oferendas”.

Até o calendário republicano francês situava novembro entre os meses de Brumário e Frimário. Curiosamente, novembro começa no mesmo dia da semana que março e, exceto em anos bissextos, também fevereiro.

Na Igreja Católica, novembro é um mês de reflexão.

Em 1º de novembro é celebrado o Dia de Todos os Santos, homenageando tanto os santos canonizados quanto os não canonizados. Logo em seguida, em 2 de novembro, o Dia de Finados lembra aqueles que já partiram.

O Dia de Finados, na verdade, tem raízes antigas, inicialmente ligadas a tradições pagãs. Estabelecido em 998 d.C. pelo abade Odilo de Cluny, foi uma adaptação que, com o tempo, tornou-se oficial na Igreja Católica.

A escolha de novembro está relacionada ao festival celta de Samhain, que ocorria em 31 de outubro e simbolizava o encontro dos mundos dos vivos e dos mortos.

O Dia de Todos os Santos também é marcado por um simbolismo forte.

Iniciado pelo Papa Bonifácio IV, que consagrou o Panteão romano a Maria e aos mártires cristãos, ele foi oficializado em 1º de novembro pelo Papa Gregório III. Esse dia foi uma adaptação de festivais pagãos para reforçar o espírito cristão de homenagem aos falecidos.

Alguns Momentos Históricos

Para quem gosta de um passeio pela história, novembro já foi cenário de momentos marcantes.

Em 1855, por exemplo, um forte terremoto atingiu Edo (atual Tóquio), no Japão, deixando cerca de 10.000 mortos e destruindo milhares de prédios.

Em 1918, no final da Primeira Guerra Mundial, a Alemanha assinou um armistício com os Aliados na floresta de Compiègne, encerrando um dos conflitos mais sangrentos da história.

No Brasil, um fato curioso de novembro foi a tentativa de golpe em 1955 para impedir a posse de Juscelino Kubitschek.

O cruzador Tamandaré tentou partir do Rio de Janeiro para se unir aos conspiradores, mas foi neutralizado pelo General Lott.

Esses eventos acabaram plantando as sementes para o golpe militar de 1964, que contou com apoio de setores variados, inclusive de algumas figuras influentes da Igreja Católica, que temiam o avanço do comunismo.

Mais recentemente, em novembro de 2000, uma tragédia atingiu a cidade de Kaprun, na Áustria: um teleférico pegou fogo em um túnel, matando 155 esquiadores e snowboarders.

Conclusão

Mesmo com tantas lembranças de momentos difíceis, novembro é um mês que marca a transição das estações e nos convida a refletir sobre o passado e o presente.

E neste hemisfério, estamos em plena primavera… o que lembra que, apesar das dificuldades, sempre há espaço para renovações e novas esperanças.

A esperança nasceu… e ela resiste!

 

Leia também A esperança (Poesia de resistência) ‣ Jeito de ver

 

Marcionílio Souza – História e Poesia

Estação Ferroviária reformada em Marcionílio Souza, Bahia

Estação Ferroviária reformada em Marcionílio Souza, Bahia

Dados do Município de Marcionílio Souza

A história de Marcionílio Souza remete à era colonial do Brasil, época em que a região era povoada pelos índios Pataxós.

Com a chegada dos portugueses, a área foi incorporada ao sistema de sesmarias, iniciando a exploração de recursos naturais, como a extração de madeira e a criação de gado.

Em divisões territoriais datadas de 31 de dezembro 1936 e 31 de dezembro de 1937, figura no município de Maracás o distrito de Tamburi, permanecendo assim até 1° de Julho de 1960.

A alteração toponímica de Tamburi para Marcionílio Souza foi oficializada pela lei estadual nº 1761, de 27 de Julho de 1962.

Marcionílio Souza foi elevado à categoria de município pela mesma lei, desmembrado do município de Maracás.

A sede está no atual distrito de Marcionílio Souza (ex-Tamburi).

O município foi instalado em 07 de abril de 1963 e constituído de 2 distritos: Marcionílio Souza e Juraci, ambos desmembrados de Maracás.

Na divisão territorial de 31 de dezembro de 1963, o município era composto pelos distritos de Marcionílio Souza e Juraci, configuração que se manteve em divisões territoriais subsequentes, até a de 2007.

LOCALIZAÇÃO

Marcionílio Souza localiza-se na Chapada Diamantina, uma área montanhosa famosa por sua beleza natural.

O município faz fronteira com as cidades de Maracás, Itaetê, Planaltino, Iaçu e Boa Vista do Tupim.

Márcia Chaves, Educadora em Marcionílio Souza.

Márcia Chaves, Educadora em Marcionílio Souza.

A cidade é costumeiramente chamada de Tamburí, nome que se refere a uma árvore comum na Região do Baixo Amazonas até o Sul do Brasil.

Essa árvore era citada como referência pelos tropeiros que passavam pela região.

A população avaliada em 2004 era de 9.294 habitantes.

Segundo o último censo realizado pelo IBGE, Marcionílio Souza possui uma população superior a 10.900 habitantes.

Em 2022, o município celebrou seus 60 anos de emancipação política, com uma população de 9.267 habitantes, conforme o censo de 2022, e uma densidade populacional de 8 hab./km².

NOTAS

A principal fonte de renda vem do funcionalismo público, dos aposentados e pensionistas e dos pequenos proprietários de terras que criam e negociam animais como ovelhas, cabras e bovinos. A economia local provém majoritariamente da criação de ovelhas, cabras e bois.

Dados Gerais:

  • Área Total: 1.162,138 km²
  • IDH (PNUD/2010): 0,561 (baixo)
  • PIB (IBGE/2016): R$ 76.873 mil
  • PIB per capita (IBGE/2016): R$ 7.026,15

.

Fontes:

  • IBGE
  • Site oficial da Prefeitura de Marcionílio Souza
Que tal um poema?

De longe vejo a terra

P. Cruz

De longe vejo a terra
Solo seco, almas secas
Aguardando chuvas
que abençoem a terra
Como lágrimas de uma mãe
na alegria de um filho que nasce

No ar, a vontade
O calor que afasta o frio
E que não permite
O caminhar das vidas
como risos estridentes
Que isolam,
o espaço a compartilhar

Terra que os poetas
não encontraram palavras para descrever
Que num dia de verão
Viu de longe
Um circo chegar
O palhaço sorrir…
E se perder…

E calaram para sempre o seu riso.

Marcionílio Souza…
Velha Tamburi…

Veja também: Iaçu – Um pouco de Poesia e História ‣ Jeito de ver

Marcionílio Souza – Wikipédia, a enciclopédia livre

Quer saber mais?

Confira o trabalho histórico pedagógico da turma de 2012;

Varandas vazias e tradições perdidas

Imagem de Myriams-Fotos por Pixabay

Talvez seja apenas um saudosismo barato, daqueles que costumamos romantizar quando lembramos. Mas percebo hoje como as tradições perdem a força com o passar do tempo.

Na minha meninice, costumava achar estranho quando os vizinhos se sentavam nas varandas de suas casas e conversavam por horas a fio, enquanto nós, crianças da época, brincávamos de um monte de coisas…

Eram amarelinhas, bate-latas (em outros lugares, lateiro), esconde-esconde, futebol e outras brincadeiras que esgotavam nossas energias para que pudéssemos dormir!

Era possível ouvir os velhos conversando e, muitas vezes, gargalhando das velhas histórias… Bem, quando você tem dez anos, todos são velhos!

O fim de junho se aproximava, e não lembro se o tempo era frio ou se eu vivia “pegando fogo”…

O inverno talvez fosse diferente!

As festas juninas também…

Os ritmos predominantes nas rádios eram, religiosamente, o forró e o baião.

Destacavam-se nas rádios Luiz Gonzaga, Dominguinhos, Sivuca, Jackson do Pandeiro, Trio Nordestino, Marinês e Sua Gente, Genival Lacerda, que me trazia risos por causa de sua dança exótica, entre muitos outros…

Grupos de meninos saíam pelas casas perguntando: “São João passou por aqui?” Os moradores, seguindo a tradição, os presenteavam com os frutos da época, que iam desde amendoins, canjicas e laranjas até bolos de milho!

Com exceção do senhor Jailson, que, ao receber os meninos, levava-os até o portão e apontava para a esquina, dizendo: “Passou sim, e pelo tempo acabou de subir a esquina… Corram que vocês o alcançam!”

Normalmente, os meninos inocentes soltavam palavrões nada infantis! Pareciam monstrinhos no Halloween!

Mas tudo era encarado com bom humor!

Novos cantores entraram em cena, trazendo inovações e acrescentando novos instrumentos ao forró, e, aos poucos, o velho forró foi perdendo suas características.

Mas me emocionava ainda o modo como os novos cantores reverenciavam os pioneiros do baião e do forró…

E, com o tempo, tudo mudou!

Canções tradicionais foram perdidas no tempo, e hoje não se vive o momento. Lamento dizer, o momento é extremamente pobre!

As canções foram feitas para serem descartáveis e as pessoas se habituaram a isso, não por serem vítimas, mas para não serem diferentes!

As pessoas, assim como as músicas atuais, conservam a mesma essência.

Vivem apenas para exibir felicidades fabricadas em redes sociais e vender imagens… Não importa o passado ou o futuro – “consuma o presente”, e isso é diferente de “viva o presente”!

Viver o presente é saber usufruir um show, em vez de gravar no celular para assistir mais tarde em casa ou postar nos status!

Ou mesmo fazer selfies em frente a palcos apenas para mostrar que também esteve lá… Quando nada de especial fica gravado na memória para recordar um dia.

Ou até mesmo passar dias tentando memorizar letras de uma música que será esquecida nas manhãs seguintes, apenas para não se sentir fora do contexto!

E as varandas vazias esperam por pessoas que tenham o que conversar, enquanto seus filhos poderiam brincar juntos na varanda…

Muito tempo se passou desde aqueles antigos forrós e das conversas animadas entre vizinhos…

A comunicação atual se resume a breves conversas em aplicativos, à exibição da vida perfeita nas redes sociais e a pessoas idênticas cada vez mais solitárias, no meio da multidão…

O forró, assim como tudo o que chamam de velho, vai perdendo espaço para novos e pobres estilos, pois um dia algum bom publicitário disse: “O mundo é dos jovens…” e passou a ditar o que os jovens devem ouvir, para não serem taxados de ultrapassados!

E desde então, velhos tesouros passaram a ser desprezados em prol de latões que brilham sob holofotes.

A música, como arte, deveria ser valorizada ainda mais com o tempo, isso é fato!

Novas canções, como novas obras de arte, deveriam enriquecer o acervo, mas, como produtos descartáveis que são, durarão até o dia seguinte ou, quem sabe, até a próxima semana!

As tradições foram apagadas… Não sei se morreram ou se foram apenas esquecidas.

Enquanto isso, varandas vazias esperam por pessoas que tenham o que conversar, enquanto seus filhos brincam juntos na varanda…

Leia também Contos de Carnaval (uma história com H) ‣ Jeito de ver

Outubro – Histórias e curiosidades

Um mês rico em história e cultura, não é verdade?

Imagem de StockSnap por Pixabay

Outubro, que tem 31 dias, é o décimo mês do calendário gregoriano e vem da palavra latina “octo”, significando “oito”.

Isso porque, originalmente, era o oitavo mês no calendário romano, que iniciava em março. ( Acho que já falamos a respeito – risos).

Entre as datas significativas, o dia 1º celebra o Dia Internacional da Música e o Dia do Idoso. ( Um mês  nunca combinou tanto comigo, pelo segundo motivo!)

É interessante que outubro sempre começa no mesmo dia da semana que janeiro, exceto em anos bissextos.

Direto pra história

Outubro é repleto de histórias marcantes, por exemplo, no dia 16/10/1793, a rainha Maria Antonieta morreu na guilhotina durante a Revolução francesa.

Sua condenação se deu por uma combinação de fatores:

. Seu status de rainha da França, associada ao regime absolutista impopular, sua extravagância percebida em tempos de crise econômica (incluindo a lenda de que teria dito “que comam brioches”).

. A insatisfação do povo com a monarquia, e seu fracasso em se adaptar às mudanças revolucionárias.

Ela foi julgada por traição, acusada de conspirar com potências estrangeiras para restaurar a monarquia, o que levou à sua execução na guilhotina.

O carro popular

Em 1º de outubro de 1908, Henry Ford apresentou o primeiro automóvel acessível ao público, o Ford Modelo T.

(-Bem, não tão acessível assim, até hoje não consegui comprar um daqueles pra mim!)

A Estátua da Liberdade, um dos ícones mais famosos do mundo, foi oficialmente inaugurada em Nova York no dia 28 de outubro de 1886, com a presença do então presidente dos Estados Unidos, Grover Cleveland.

Curiosidades

. 22 de outubro de 1797, o aeronauta francês André Jacques Garnerin construiu o primeiro paraquedas e realizou o primeiro salto de um balão.

Era necessário um pouco de loucura para tanto naquela época….

. 12 de outubro de 1931, o Cristo Redentor foi oficialmente inaugurado, tornando-se rapidamente um símbolo do Rio de Janeiro.

A majestosa estátua art déco se destaca no topo do morro do Corcovado, localizado no coração do Parque Nacional da Tijuca.

Como um dos cartões postais mais famosos do Rio, ela se destaca a 709 metros acima do nível do mar, oferecendo uma vista espetacular da cidade.

Se cuide, leia livros, aproveite e cuide também da natureza, ouça músicas e não esqueça, aproveite a história!

Isso também é um jeito de ver e viver.

Mais história..

Em 17 de outubro de 1979, Madre Teresa de Calcutá foi agraciada com o Prêmio Nobel da Paz por seus esforços humanitários.

Com o tempo a condição nos asilos administrados por ela  foram questionadas por serem inadequadas como a falta de cuidados médicos modernos.

A má higiene e o foco excessivo no sofrimento, em vez de tratamento adequado e aceitação de de doações de fontes  passaram a ser questionados.

Seu posicionamento sobre sofrimento e pobreza, também foi foi questionado, pois ela acreditava que o sofrimento tinha valor espiritual.

Sua  abordagem incentivava uma aceitação passiva da dor, em vez de trabalhar para aliviá-la efetivamente.

Datas

O mês é repleto de celebrações, incluindo o Outubro Rosa, uma campanha global para a conscientização sobre o câncer de mama, simbolizada pelo laço rosa.

– Câncer de mama mata mais de 17 mil pessoas ao ano – UMC Notícias

Dia 3.  Dia da Abelha e o Dia Mundial do Dentista.

O Dia da Natureza é comemorado no dia 4, seguido pela Promulgação da Constituição de 1988 no dia 5.

O Dia do Atletismo ocorre no dia 9, e o único feriado nacional do mês é em 12 de outubro, quando se homenageia Nossa Senhora Aparecida e se celebra o Dia das Crianças.

O Dia dos Professores é lembrado no dia 15, seguido pelo Dia Mundial da Alimentação (16), o Dia Nacional da Vacinação (17) e a Criação da Cruz Vermelha (26).

Temos também  o Dia Nacional do Livro (29) e o Dia Nacional da Poesia (31), que culmina com o Halloween, uma festa de origem celta.

Um mês rico em história e cultura, não é verdade?

Se cuide, leia livros, aproveite e cuide também da natureza, ouça músicas e não esqueça, aproveite a história!

Isso também é um jeito de ver e viver.

Veja também Setembro – História e curiosidades ‣ Jeito de ver

15 importantes fatos históricos do mês de outubro – Blog da Mari Calegari

 

Povoado Duas Irmãs – Um poema

Qual a origem do Povoado Duas Irmãs?

Por GChaves

A serra era e ainda é verde
E havia e ainda há uma estrada
E do outro lado
Havia um pequeno lago
E as pequenas meninas saíam para brincar
Sim, na serra verde
Havia um lago
E as duas irmãs mergulharam
Para não mais voltar…

E para não esquecer
O povoado
Um trágico nome recebeu.

(Conforme narrada por antigos moradores)

Leia também Itaberaba -Uma pedra que brilha! ‣ Jeito de ver

Conheça Itaberaba

Itaberaba-BA – Site institucional do município de Itaberaba

Os Riscos das bets no Futebol

As bets foram projetadas para beneficiar as bancas.

Imagem de Dinh Quan por Pixabay

Os Riscos das Casas de Apostas Esportivas no Futebol

O Crescimento das Apostas Esportivas

Nos últimos anos, o mundo das apostas esportivas tem experimentado um crescimento sem precedentes.

As casas de apostas estão cada vez mais presentes no futebol, oferecendo promoções atraentes e inúmeras oportunidades de aposta.

Segundo o site Exame, o Brasil tem hoje 300 empresas especializadas no mercado de apostas esportivas, as populares bets.

Com a regulamentação da lei 14,790/23 estas ganharam impulso e seus nomes estão ligados a toda espécie de patrocínios imaginários, desde programas de Televisão a Clubes de Futebol.

A própria série A do Campeonato brasileiro de futebol de 2024 chama-se Brasileirão Betano 2024.

Essa indústria em expansão levanta questões sérias sobre suas implicações sociais e econômicas.

Manipulação de Resultados e Lavagem de Dinheiro

Um dos maiores riscos associados às apostas esportivas é a possibilidade de manipulação de resultados.

Quando grandes quantias de dinheiro estão em jogo, a tentação de alterar o resultado de partidas se torna uma preocupação real.

Por exemplo, o Ministério Público de Goiás investigou um esquema de manipulação de resultados em três jogos da Série B em 2023, onde jogadores foram abordados com uma oferta de R$ 150 mil para cometer pênaltis.

O esquema visava lucrar com apostas combinadas, onde as “odds ” aumentam significativamente quando eventos específicos são apostados, como pênaltis no primeiro tempo.

A ausência de um dos atletas impediu a concretização do plano, que potencialmente poderia render R$ 2 milhões.

A modalidade de apostas combinadas, com alta cotações, leva apostadores a investir grandes valores para maiores retornos.

Esse não foi o único caso de manipulação: no ano passado, um funcionário do Santos tentou uma fraude similar envolvendo o Red Bull Bragantino no Brasileirão Feminino.

A atleta envolvida recusou a proposta e denunciou o caso, resultando na demissão do funcionário responsável.

“A maioria das pessoas que se aventuram em apostas são pobres e desesperadas, e nessas circunstâncias, a aposta responsável não existe.

Lavagem de dinheiro

Além disso, as casas de apostas podem inadvertidamente facilitar a lavagem de dinheiro, permitindo que indivíduos infiltrados movimentem fundos de origem ilícita.

A falta de regulamentação adequada nesta área agrava ainda mais o problema.

Na Itália, o mercado de apostas esportivas é dominado pelas máfias Ndrangheta, Cosa Nostra e Camorra, que são acusadas de lavagem de dinheiro e manipulação de resultados, especialmente em ligas de menor expressão.

No Leste Europeu, a máfia russa atua com plataformas de apostas online e redes de “mulas”, além de subornar jogadores e treinadores.

Na Ásia, as Tríades Chinesas e a máfia japonesa Yakuza controlam a manipulação de grandes eventos esportivos internacionais como futebol, críquete e corridas de cavalos.

Na América Latina, cartéis de drogas, como o Cartel de Sinaloa no México e outros no Brasil, utilizam o mercado de apostas para lavagem de dinheiro.

A variedade de apostas disponíveis facilita essas atividades ilegais, tornando a manipulação e a lavagem mais complexas e difundidas.

A maioria das pessoas que se aventuram em apostas são pobres e desesperadas, e nessas circunstâncias, a aposta responsável não existe.

“No ano passado, mais de 300 empresas de bets movimentaram entre R$ 60 bilhões e R$100 bilhões em apostas no Brasil, quase 1% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo projeções da Strategy& Brasil, consultoria estratégica da PwC. -https://www.estadao.com.br/economia

O Impacto nas Camadas Mais Carentes da População

Além disso, as casas de apostas podem inadvertidamente facilitar a lavagem de dinheiro, permitindo que indivíduos infiltrados movimentem fundos de origem ilícita.

No ano passado, mais de 300 empresas de bets movimentaram entre R$ 60 bilhões e R$100 bilhões em apostas no Brasil, quase 1% do Produto Interno Bruto (PIB), segundo projeções da Strategy& Brasil, consultoria estratégica da PwC.

As casas de apostas esportivas podem oferecer uma ilusão de renda rápida, mas a realidade é que elas frequentemente levam ao empobrecimento das populações mais vulneráveis.

Muitas pessoas, em busca de uma saída financeira, acabam se afundando em dívidas.

Os riscos são significativos, e os impactos negativos podem perpetuar um ciclo de pobreza entre as comunidades mais afetadas.

Em resumo, enquanto as apostas esportivas podem parecer divertidas, é essencial considerar os riscos envolvidos: A banca ganhará sempre!

Manipulação, lavagem de dinheiro e o empobrecimento da população são razões convincentes para se refletir antes de entrar neste mundo.

Em sua maioria, as pessoas que se arriscam em bets são pobres e desesperados, em tal situação não existe aposta responsável.

O melhor caminho é optar por formas de entretenimento que não comprometem o bem-estar social.

Veja também: Jogo do Tigrinho – Esteja disposto a perder! ‣ Jeito de ver

Entendendo o Imperialismo (Simples assim!)

A Estátua da Liberdade

Imagem de Carlos Alcazar por Pixabay

Você já percebeu que a cultura de alguns países tem uma influência tão marcante em outras culturas que, por vezes, se torna até mais popular que a original?

E por outro lado, já viu como as nações mais ricas e armadas afetam profundamente as decisões comerciais mundiais, a ponto de proibir que seus aliados façam negócios com determinados países?

Os embargos econômicos são impostos não necessariamente porque os países visados sejam ditatoriais ou agressivos, mas para forçá-los a cumprir com as exigências e interesses das potências dominantes.

As duas situações são exemplos de Imperialismo.

Neste post, vamos explorar brevemente: O que é imperialismo e quais são suas principais características?

Definindo Imperialismo

O imperialismo é a política de expansão e controle adotada por países poderosos para dominar outras nações ou territórios, geralmente por meio de conquistas militares, colonização ou influência econômica e cultural.

Essa prática, comum nos séculos XIX e XX, era e ainda é motivada por interesses econômicos, como matérias-primas e novos mercados, além de objetivos políticos e estratégicos.

O imperialismo foi responsável pela criação de vastos impérios coloniais, especialmente por potências europeias, como o Império Britânico, Francês e Belga.

As nações colonizadas frequentemente sofreram exploração econômica, repressão cultural e perda de soberania, resultando em legados de desigualdade e conflito que persistem.

Hoje, o imperialismo também se manifesta através da influência econômica e cultural de nações ricas ou corporações multinacionais sobre países menores.

Atualmente, isso acontece quando as nações mais ricas forçam as mais pobres a aceitar seus termos exploratórios.

Veja mais: O domínio pela cultura e pelo medo ‣ Jeito de ver

 

 

História do World Trade Center

As Torres Gêmeas

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

Ao chegar em casa após uma manhã cansativa de trabalho em setembro de 2001, liguei a televisão e me deparei com imagens que mais pareciam saídas de um filme de Hollywood..

Dois aviões haviam colidido com o World Trade Center, símbolos do poder econômico dos Estados Unidos e sua influência no comércio global e na economia.

Os jornais repetiam a notícia incansavelmente. Confesso que fiquei perplexo, pois não compreendia nada do que estava acontecendo naquele momento.

Vinte e três anos mais tarde, temos a oportunidade de analisar com serenidade os eventos daquele dia e tentar compreender o absurdo.

É possível revisitar ambas as perspectivas da história.

Vamos analisar a história e os efeitos colaterais desses ataques? É hora de História.

A Fundação do World Trade Center

O World Trade Center foi projetado na década de 1960 como um emblema de prosperidade e globalização.

Composto por sete edifícios, incluindo as icônicas Torres Gêmeas, o complexo foi uma colaboração entre a Autoridade Portuária de Nova York e Nova Jersey e a firma de arquitetura de Minoru Yamasaki.

O principal objetivo do World Trade Center era centralizar o mundo dos negócios e do comércio na cidade de Nova York, servindo como um hub internacional de finanças e oferecendo infraestrutura de ponta.

Além disso, o WTC se transformou em um símbolo de poder econômico e orgulho nacional, atraindo milhões de turistas a cada ano.

A Tragédia de 11 de Setembro

No dia 11 de setembro de 2001, o World Trade Center foi alvo de ataques terroristas que culminaram na queda das Torres Gêmeas e na morte de quase 3.000 pessoas.

Quais seriam os motivos dos ataques?

As coisas não costumam acontecer por acaso, elencamos abaixo algumas das alegações para o que resultou na tragédia.] do 11 de Setembro de 2001.

Entre os motivos alegados para o ataque, destacamos:

Oposição à Política Externa dos EUA: Os terroristas, ligados à Al-Qaeda, criticavam a presença militar americana no Oriente Médio, particularmente em nações muçulmanas como Arábia Saudita e Iraque.

World Trade Center destroços

Imagem de WikiImages por Pixabay

Conflito com Israel: Extremistas que influenciaram os ataques consideravam o suporte dos EUA a Israel um insulto às causas palestinas.

Resistência à Globalização: O World Trade Center representava a globalização e o capitalismo do Ocidente, percebidos pelos agressores como uma ameaça aos seus princípios e modo de vida.

Intenção de Gerar Medo e Instabilidade: A Al-Qaeda pretendia semear terror e desordem, desafiando o poderio militar e econômico dos EUA e buscando ampliar o apoio à sua ideologia radical.

Esse evento não apenas se tornou um dos mais trágicos na história dos Estados Unidos, mas também provocou impactos mundiais, afetando políticas de segurança e as relações internacionais.

O Legado do World Trade Center

Em resposta aos ataques, os Estados Unidos iniciaram o que chamaram de “Guerra ao Terror”, com o objetivo de combater grupos terroristas e os estados que os apoiam.

Isso envolveu operações militares para desmantelar a Al-Qaeda e capturar seu líder, Osama bin Laden.

A invasão do Afeganistão em outubro de 2001 pelos EUA visava derrubar o regime Talibã, que abrigava a Al-Qaeda, e capturar seus líderes.

Além disso, os EUA promoveram uma campanha global de informação e diplomacia para formar coalizões internacionais contra o terrorismo e fortalecer a segurança mundial.

Consequências da Invasão

O prolongamento do conflito resultou em uma guerra de mais de duas décadas, trazendo enormes perdas humanas e financeiras para os EUA, seus aliados e a população civil afegã.

– A instabilidade regional exacerbou conflitos internos e fortaleceu a insurgência talibã, culminando na sua retomada do poder no Afeganistão.

– Uma crise humanitária severa se manifestou, com milhões de deslocados e refugiados, além da destruição significativa de infraestrutura e serviços básicos.

– O impacto nas políticas e segurança global foi notável, com o redirecionamento de recursos e atenção para outras questões críticas.

– Houve críticas às estratégias militares e à abordagem de reconstrução nacional, bem como preocupações com violações dos direitos humanos e práticas de detenção.

E, como uma consequência adicional, emergiu o Estado Islâmico… mas isso é tema para outra discussão.

Um novo One World Trade Center

Atualmente, o local onde ficava o World Trade Center é conhecido como Ground Zero.

Esse espaço foi convertido em um memorial e museu em tributo às vítimas dos atentados.

Adicionalmente, o novo One World Trade Center ergue-se como um símbolo de resiliência e renascimento, mantendo vivo o legado do complexo original.

O WTC segue sendo um emblemático símbolo de superação e da força do espírito humano.

Entendendo a história:

As grandes potências frequentemente se envolvem em assuntos internacionais quando há interesses econômicos significativos.

Embora o petróleo ( talvez) não tenha sido o único fator nas decisões dos Estados Unidos, a localização estratégica do Afeganistão era crucial para o transporte e acesso aos recursos energéticos do Oriente Médio.

A estabilidade da Ásia Central e do Oriente Médio, áreas que abrigam importantes oleodutos e vias comerciais, era essencial para os interesses dos EUA e seus aliados.

Veja também:

A indústria armamentista – um tema em debate ‣ Jeito de ver

Independência do Brasil – Uma História

Imagem idealizada do grito do Ipiranga

Pintura de Pedro Américo, 1888.

Independência do Brasil – Uma História Mal Contada

Nos bons tempos de escola, lembro da professora com olhos marejados, apontando o quadro de Pedro Américo, de 1888, narrando com emoção os eventos que levaram até as margens do Rio Ipiranga onde o Grande Dom Pedro I, deu o famoso grito: ” AAAiiiiiiii…”

Bem, não foi bem isso que ela ensinou, ela não poderia.

“Independência ou morte!” – foram as palavras do Imperador.

O segundo grito foi tão verdadeiro quanto o primeiro!

O fato é que as pessoas frequentemente embelezam a história para criar uma identidade própria.

No entanto, a verdadeira história desmistifica certos heróis e auxilia na compreensão mais profunda da estrutura atual da sociedade brasileira.

A Construção dos Heróis na História da Independência

A história da independência do Brasil é comumente contada de forma romantizada, especialmente na maneira como heróis são retratados.

Dom Pedro I é um exemplo clássico, frequentemente idealizado em sua imagem e papel nos eventos de 1822.

A imagem de Dom Pedro como herói nacional, proclamador da independência, ignora muitos aspectos e a complexidade política e social daquele tempo.

Essa visão romântica começou a tomar forma no século XIX, quando historiadores e o governo buscavam forjar uma identidade nacional coesa.

Esses heróis foram criados para influenciar a opinião pública e incentivar o sentimento patriótico numa nação nova e diversa.

Os movimentos políticos e as revoltas

Os aspectos mais obscuros, como conflitos internos e influências externas que afetaram a independência, frequentemente foram deixados de lado ou diminuídos para não ofuscar o relato heroico.

É fundamental reconhecer que Dom Pedro I não atuou sozinho nem sem interesses próprios.

Suas motivações tinham raízes políticas e sociais profundas, tanto no âmbito brasileiro quanto no internacional.

Ao idealizar a história, historiadores daquela época forjaram uma narrativa que enfatiza feitos heroicos individuais em vez de uma visão mais completa dos elementos que conduziram à independência.

Até hoje, essa perspectiva romantizada prevalece, o que impede um entendimento mais integral e crítico dos acontecimentos que culminaram na independência do Brasil.

Compreender as reais motivações e o contexto é vital para uma avaliação mais detalhada e verídica da história do país.

As Negociações Ocultas por Trás da Independência

A independência do Brasil é comumente vista como um evento revolucionário, mas na realidade, foi um processo complexo de negociações políticas e econômicas.

Esse cenário diplomático contou com personagens chave como Dom João VI e a nobreza portuguesa, que tiveram papéis essenciais na transição do Brasil de uma colônia para uma nação independente.

Com a transferência da corte portuguesa para o Brasil em 1808, Dom João VI desencadeou uma série de transformações que prepararam o país para a independência.

Ao elevar o Brasil ao status de Reino Unido a Portugal e Algarves em 1815 e abrir os portos brasileiros ao comércio internacional, ele promoveu relações comerciais vitais para a autossuficiência econômica da colônia.

No cenário internacional, a situação era igualmente complexa, com as Guerras Napoleônicas e a instabilidade na Europa exercendo grande pressão sobre Portugal.

Como um aliado menor no cenário geopolítico controlado pelas grandes potências europeias, Portugal teve que negociar com cautela para manter sua influência no Novo Mundo.

As concessões feitas por Dom João VI visavam proteger interesses portugueses e brasileiros, amenizando o impacto da separação que se aproximava.

Relações ocultas Brasil/Portugal

Um dos aspectos mais significativos das negociações ocultas foi a relação financeira entre o Brasil e Portugal.

Tratados como o “Tratado de Amizade, Navegação e Comércio” assinado em 1810 formalizaram acordos que beneficiavam ambos os países, estabelecendo regras comerciais que perdurariam além da independência.

Ademais, a indenização financeira paga pelo Brasil a Portugal em 1825, como parte do reconhecimento formal da independência, reflete o caráter negocial e compensatório da ruptura.

Portanto, a independência do Brasil não pode ser compreendida plenamente sem considerar os acordos políticos e econômicos que antecederam o proclamado Grito do Ipiranga.

Esses arranjos, muitas vezes omitidos nos relatos tradicionais, moldaram a transição de uma colônia governada a uma nação soberana, iluminando uma dimensão frequentemente esquecida da história brasileira.

A Supressão de Revoltas e Movimentos Populares

A narrativa da independência do Brasil não está completa sem considerar as revoltas populares que ocorreram antes e depois de 1822.

Levantes como a Revolução Pernambucana de 1817 simbolizam a insatisfação com o regime colonial e a demanda por reformas substanciais.

A Revolução Pernambucana, um movimento separatista, reivindicou maior autonomia, liberdade comercial e o fim das arbitrariedades do poder central.

Apesar de sua rápida supressão, deixou um legado de resistência e luta por direitos.

Outras revoltas, temidas pelo poder dominante por ameaçarem a unidade e o controle sobre a colônia, também foram reprimidas.

Antes da independência, movimentos como a Inconfidência Mineira em 1789 e a Conjuração Baiana em 1798 enfrentaram repressão severa.

A luta persistiu mesmo após 1822, com a Cabanagem (1835-1840) e a Farroupilha (1835-1845), que desafiaram o poder estabelecido em busca de autonomia regional e reformas sociais e econômicas.

Esses movimentos refletem a contínua insatisfação popular e a complexidade da formação do estado brasileiro.

Assim, para compreender plenamente a independência do Brasil, é essencial reconhecer e estudar essas revoltas, valorizando a memória das lutas e daqueles que desafiaram a ordem vigente.

Entendendo os bastidores

Frequentemente, a versão oficial simplifica ou omite complexidades cruciais que influenciaram o curso dos eventos.

O livro “O Reino que Não Fazia Parte Deste Mundo” traz uma análise aprofundada dos fatores políticos, sociais e econômicos que levaram à separação de Portugal, evidenciando como narrativas oficiais podem ser construídas por interesses particulares.

A obra critica a idealização de Dom Pedro I, argumentando que a imagem do príncipe regente proclamando a independência às margens do Ipiranga, com um brado retumbante, não reflete as complexas negociações e tensões políticas que ocorreram antes desse ato.

A ênfase em um único herói desconsidera a rede de influências, incluindo a pressão das elites econômicas e intelectuais, que realmente delinearam a decisão de se desvincular de Portugal.

Independência

Além disso, os padrões de exploração e a desigualdade social, heranças do período colonial, não se resolveram automaticamente com a independência.

Ao contrário, muitos problemas persistiram, como a escravidão, que continuou legal e vital para a economia no século XIX.

A historiografia tradicional frequentemente atenua essa continuidade, sugerindo uma transição mais progressista e liberal do que realmente ocorreu.

É essencial reconhecer essas sutilezas para entender completamente os eventos históricos.

Portanto, reavaliar os fatos históricos é uma necessidade educacional.

Incluir perspectivas variadas, especialmente as que são frequentemente ignoradas, como as dos escravizados, indígenas e mulheres, amplia a compreensão do processo de independência.

Entender os eventos não tira a importância dos personagens históricos, mas destaca aspectos da cultura nacional, como o clientelismo, o protecionismo e as desigualdades sociais — elementos que Pedro Américo não representaria em uma pintura.

Poucos, muito poucos, ouviram o grito da Independência.

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Nos 200 anos da independência do Brasil, conheça mitos e verdades sobre o 7 de setembro | National Geographic (nationalgeographicbrasil.com)

Link para o livro “O Reino que não fazia parte deste Mundo”.

Setembro – História e curiosidades

Histórias e curiosidades do mês de Setembro

Imagem de yeon woo lee por Pixabay

Setembro é um mês especial. Por essas bandas, o frio se despede, dando início ao primeiro verão, ou primavera.

Setembro também traz o sorriso de Bell, minha irmã mais nova, que nasceu neste mês, no dia 16, assim como as saudades da minha irmã Léia, que também nasceu no dia 17 e que, neste mês, passou a viver apenas nos meus sonhos e memórias.

Setembro é também marcado como o mês dos atentados terroristas ao World Trade Center.

Que tal mergulharmos um pouco na história deste mês?

Apresentando…

Setembro é o nono mês do ano no calendário gregoriano, com duração de 30 dias.

Seu nome tem origem na palavra latina “septem” (sete), pois era o sétimo mês no calendário romano, que originalmente começava em março.

A introdução dos meses de janeiro e fevereiro em 451 a.C. reposicionou setembro como o nono mês do ano.

No hemisfério norte, setembro marca o início do outono, enquanto no hemisfério sul, é o início da primavera, sendo sazonalmente equivalente a março no hemisfério norte.

Em 21 ou 22 de setembro, ocorre o equinócio de setembro, quando o Sol cruza o equador celeste rumo ao sul, sinalizando o começo do outono no Hemisfério Norte e da primavera no Hemisfério Sul.

História

Historicamente, setembro era dedicado ao deus romano do fogo, Vulcano, devido às altas temperaturas associadas ao mês quando ainda era o sétimo mês do calendário.

Os anglo-saxões também o chamavam de “Gerst Monath” (mês da cevada) e “Haefest Monath” (mês da colheita), refletindo sua importância agrícola.

Acontecimentos na história

Setembro é rico em simbolismo e eventos históricos.

Em 1752, o Império Britânico omitiu 11 dias no mês, entre os dias 2 e 14, ao transitar do calendário juliano para o gregoriano.

O 1º de setembro de 1939 marca o início da Segunda Guerra Mundial, com a invasão da Polônia por Adolf Hitler.

Já em 11 de setembro, o mundo relembra dois eventos trágicos: os ataques terroristas nos EUA em 2001, que causaram a morte de 2.996 pessoas, e o golpe militar no Chile em 1973, liderado por Augusto Pinochet.

Mês de conscientização

Além disso, setembro é conhecido por suas campanhas de conscientização.

A campanha Setembro Amarelo, adotada no Brasil em 2015, visa prevenir o suicídio, conscientizando sobre a saúde mental e reduzindo o estigma associado a transtornos mentais.

Ela foi inspirada pela história de Mike Emme, um jovem que cometeu suicídio aos 17 anos, em setembro de 1994, nos Estados Unidos.

A campanha é simbolizada por fitas amarelas, e dados alarmantes da Organização Mundial da Saúde (OMS) revelam que mais de 700 mil pessoas morrem por suicídio anualmente no mundo. No Brasil, a taxa média é de 14 mil suicídios por ano.

Um mês cultural

O mês de setembro também tem relevância cultural e social.

É marcado pelo início do ano letivo em muitos países do hemisfério norte, além de abrigar o famoso Festival de Cinema de Veneza. Nos Estados Unidos, setembro é o mês nacional do mel, do frango e do piano.

As pedras de nascimento associadas a setembro são a safira e o lápis-lazúli.

Em resumo, setembro é um mês cheio de histórias, tradições e peculiaridades que vão muito além do que geralmente se conhece, destacando-se tanto por seu significado histórico quanto por seu impacto cultural e social.

Um setembro cheio de histórias para você…

Fonte: Wikipedia

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