A esperança (Poesia de resistência)

Uma mensagem positiva para o dia.

Imagem de 1195798 por Pixabay

 

Não pare,
ainda há esperança
Não desista…
Ainda existe a luz
e ela resiste

Não se cale…

Este é um trecho da crônica presente no livro
Crônicas do Cotidiano – Um Novo Jeito de Ver
Disponível na Amazon e Clube dos Autores

Gilson Cruz

Leia mais em: O tempo ( Contador de histórias)

-Jeito de ver: Como seria … – Poema de um novo dia. › Jeito de ver

Tuca, o menino (Vida numa poesia)

Tuca,
Menino de raiz africana
de peito aberto ao mundo
e de sonhos

Tuca, o menino
teve um sonho
e ganhou asas
Chegou às nuvens

E das nuvens
Viu o azul no mar
E mergulhou sem medo…
Nadou com os peixes
brincou com as conchas…

Mas, não andou sobre as águas…

Tuca, o menino
Ganhou o mundo
E sofreu…
Lutou,
mas amou.

Daí, sentiu saudades de casa.

E o menino voltou
de novo, às raízes
E descobriu um mundo novo.
E por aqui ficou.

Meu amigo,

O que um poeta faz, além de empregar palavras?

O poeta busca a razão e o sentimento escondidos nas entrelinhas, procura também a vida por trás dos nomes e sutilmente coloca a cada um deles no espaço, para que preencham pensamentos. O verdadeiro sentido estará na imaginação.

Gilson.

Leia mais em O tempo ( Contador de histórias) – Jeito de ver.

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Poesia da saudade (Nada substitui o riso)

Alguém solitário num banco. Uma poesia sobre a Solidão.

Imagem de Melk Hagelslag por Pixabay

Num canto da sala o violão
No outro
os livros na estante imploram atenção…

Nada substitui o canto
Nada

Nada substitui o encanto…
de transformar
risos em melodias
palavras em versos

E abraços
em universos…

Nada substitui o riso
nem preenche a ausência
desse espaço, que já foi conquistado

Nada substitui
Nada preenche

Nada…

Apenas a solidão
e a incompreensão de ser feliz
com as lembranças de algo eterno.

Gilson Cruz

Leia mais Flores pobres (Sonhos interrompidos) – Jeito de ver

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“Poesia Noturna” (Poesia simples)

Um casal sob o luar. Uma poesia noturna.

Imagem de Mohamed Hassan por Pixabay

Pele negra, cor da noite
Riso prata, de lua
Me conta a tua história
Esta história só tua

Com esses olhos de estrelas
N’uma noite de luar
Me conta quais são teus sonhos
p’ra que eu possa sonhar

Me fala dos teus sorrisos
Da mágoa que já passou
Do futuro que não houve
De um amor, que sempre amou

Me conta o que te inspira
O que te faz esperar
Que’ste teu riso de prata
Num riso faz acordar

Me explica, como acontece
Tanta beleza de olhar
Que essa pele da noite
um sonho faz recordar

Esse pobre poeta,
Que em teu sorriso encontrou

Olhos de luz, de estrelas
E nesse instante amou

Procura na noite, na lua
Beleza pr’a comparar
E como em sonhos, flutua
Em doces canções de ninar…

A sonhar…sonhar…

Gilson Cruz

Veja mais em: Do começo ao fim… ( Como a vida é ) – Jeito de ver.

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E deixei a porta aberta (novas emoções)

A poesia do recomeço, as portas abertas...

Imagem de Hans por Pixabay

Saí
olhei a velha praça e as flores no jardim
Senti o sol morno, da Primavera
e o vento suave que vinha dos morros.
Iluminavam e abriam caminho

Os passarinhos não queriam acordar
Não cantavam por onde eu andava
Talvez percebessem a solidão
E a tristeza em meus passos
E eu contava os dias

Para esquecer um passado recente
e a esperança que morrera
no horizonte…
Para esquecer que estava só,
num mundo tão grande,
imenso

E as pessoas
que sorriam e viam o meu riso
não viam a dor em meus olhos…
Que imploravam,
ao menos uma mão
algo que desse sentido aos meus passos…

Mas, os dias passavam
e o tempo passava…

E quando na pressa de viver,
de dar sentido a tudo,
e continuar vivendo…

Saí… na mesma direção

e abraçando a estrada,

deixei a porta aberta.

Gilson Cruz

Leia mais em Motivos… ( Não desistir!) – Jeito de ver

Amigos:

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O incentivo aos Músicos Anônimos

Acordes num violão. Músicos em início de carreira precisam de incentivos! Como ajudá-los?

Imagem de Сергей Игнацевич por Pixabay

Ou, talvez, o incentivo que falta aos músicos anônimos…

O lado músico

Apaixonado por música, costumo sair às noitinhas para ouvir os sons nos bares do centro da cidade.

O som produzido por músicos ainda anônimos me atrai. Esses músicos tocam por trocados para alimentar o sonho e a família, dando o seu melhor.

Enquanto isso, clientes conversam entre si, bebem, falam de futebol, novelas, filmes, falam de tudo — menos da canção que vem do pequeno palco, cuidadosamente preparado para o artista. O cachê é pequeno — pequenas cidades significam pequenos movimentos.

Em cada canção, uma emoção diferente.

Tudo o que ele aguarda são aplausos. Pois bem sabem os verdadeiros músicos: são os aplausos que alimentam sonhos. E, como diz a canção, sonhos não envelhecem.

Mas os sonhos também precisam ser alimentados com o uso correto de incentivos, também pelo poder público, que pode organizar festivais municipais e eventos culturais.


A Lei Rouanet

A Lei Rouanet, de 1991, foi criada com o objetivo de incentivar e fortalecer a arte e a cultura (Lei 8.313 de 23/12/1991).

Por quê?

Este é um trecho do texto presente no livro
Crônicas do Cotidiano – Um Novo Jeito de Ver
Disponível na Amazon e Clube dos Autores

 

Empresário nega fraudes na Lei Rouanet, mas CPI pedirá quebra de sigilo bancário – Notícias – Portal da Câmara dos Deputados (camara.leg.br)

Músico e empresário depõem na CPI da Lei Rouanet e negam participam em fraude | Agência Brasil (ebc.com.br)

Gilson Cruz

A importância dos elogios num relacionamento

Um casal feliz, numa bicicleta. Como elogios fortalecem um relacionamento?

Imagem de Karen Warfel por Pixabay

 

A solidão e seus efeitos

Dizia uma velha canção brasileira que “a solidão é fera, a solidão devora, é amiga das horas, prima-irmã do tempo, que faz nossos relógios caminharem lentos, causando um descompasso no meu coração…” – Solidão, Alceu Valença.

A solidão pode ter efeitos diferentes sobre as pessoas, pois momentos de solidão podem ser necessários para uma boa contemplação.

Sim, momentos de solidão.
Em outros momentos, lembramos que nenhum homem é uma ilha e precisamos de uma boa companhia.

Justamente por isso buscamos alguém com quem possamos compartilhar experiências, a vida e a nossa intimidade.


Amar e escolher

Não, não estou falando de um psicólogo (risos). Refiro-me à companhia de alguém que escolhemos amar e com quem desejamos viver juntos.

Isso mesmo: podemos escolher a quem amar.

Amar é diferente de sentir uma forte atração física. Algumas pessoas sentem atração física por árvores… (pobres árvores! – preservá-las seria um ato de amor).

De acordo com Zygmunt Bauman, vivemos no tempo do ‘amor líquido’ – fruto de uma modernidade líquida, em que tudo se torna instável e passageiro.

Isso se reflete diretamente na qualidade dos relacionamentos atuais.

Não é lugar-comum que as pessoas já iniciem um relacionamento com as palavras: “Se não der certo, a gente separa”?

Essa falta de certeza é alimentada pelo fato de que as pessoas olham cada vez mais para dentro de si e, aparentemente, perderam a capacidade de se ver no companheiro.


O início e a convivência

O que faz com que as pessoas se gostem e tenham a coragem de se aventurar?

Uma das respostas é que, no início, costumamos ver qualidades que nos fazem acreditar.
A pessoa sempre educada, bem-humorada, disposta a ajudar – essa é a imagem que a maioria de nós vê, não é verdade?

Mas é importante dar atenção a um detalhe: no início, não costumamos passar um dia inteiro com a pessoa amada.
Não temos tempo de observar seu comportamento ao lidar com as pressões do dia a dia. Isso, às vezes, pode ser um choque.

Porém, assumir um relacionamento envolve também entender que estamos levando de “fábrica” um monte de defeitos, e estes precisam ser trabalhados para que as coisas funcionem.


O poder dos elogios

E é justamente nesse ponto que entra a necessidade de elogios sinceros.

Não me refiro àqueles elogios que antecedem uma crítica.
Falo daqueles que mostram o quanto valorizamos a companhia da pessoa ao nosso lado.

Elogios assim são exercícios de reafirmação, lembretes de que a pessoa que escolhemos para estar ao nosso lado ainda está lá.

Algumas características não se perdem; precisam ser relembradas com carinho.

A passagem do tempo traz transformações físicas e também em nosso modo de pensar.


Um exemplo de amor duradouro

Da minha juventude, lembro-me da história de um casal de idosos, o senhor Agnelo e Dona Antônia.

Casaram-se jovens, e quando os conheci já eram bem idosos.

Numa conversa bem-humorada, ele me dizia: “Olha aí, Gilson… mais de cinquenta anos juntos e até hoje ela ainda é esse mulherão!”

Ele sabia das mudanças físicas nela, mas as qualidades compartilhadas ao longo dos anos tornaram aquele relacionamento muito mais forte.

Com o tempo, o velho Agnelo veio a falecer e, pouco depois, sua esposa também faleceu.

Antes de sua morte, ela costumava lembrar o amor de seu companheiro de juventude.

Na vida, eles certamente tiveram problemas.
A diferença está no modo como se enxergam as dificuldades no caminho.


O olhar que transforma

Os elogios nos ajudam a perceber que não estamos sós.

Podemos adaptar a conhecida regra áurea: “Procure nos outros o que você deseja que procurem em você.”

Se você não esquecer disso, haverá sempre um motivo para dar bons elogios.

Realmente, lidar com sentimentos e relacionamentos pode não ser fácil, mas podemos descomplicar se tentarmos olhar para o outro do modo como queremos ser vistos:

Pelas coisas boas que temos e nos esforçamos em ser.

Elogios são gestos de cumplicidade.

Elogiar é lembrar ao outro que o amor ainda está vivo.

Gilson Cruz

Veja também .Amar novamente… ( e sempre) › Jeito de ver

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Difícil (Poesia da saudade)

 

Difícil era não olhar…

a tua pele rosada

teus olhinhos claros

e eras pequena…

éramos pequeninos.

Difícil era não se perdoar,

por tropeçar cada vez que te via.

Timidez não era privilégio

e ser bela, não era pecado…

Difícil era saber que ao partir

não te veria…

além dos meus sonhos.

E que os sonhos, nem sempre se realizam.

Difícil

foi te ver partir…

Gilson Cruz

 

Veja também: O fim (Cenas de um último encontro) ‣ Jeito de ver

 

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O fim (Cenas de um último encontro)

Um barco num lago. O cenário de um fim, nesta poesia!

Imagem de Mike Goad por Pixabay

As águas claras do pequeno lago, eram tão claras que ainda posso ver os peixinhos nadando entre as pequenas pedras onde costumávamos sentar nas manhãs de verão.

Eles não temiam, havia um silêncio ensurdecedor de quem não sabia explicar o que tinha acontecido ou mesmo o por quê.

Teu vestido branco, sandálias pretas combinavam com teus cabelos escuros, mas contrastavam com o vermelho em teu rosto.

Não sabia por onde começar e, muito menos, como terminar.

Estava tudo tão bonito naquele dia, tão perfeito, que a mera ideia de se desistir assustava.

E o “Bom dia” foi frio, sem abraços.

E o diálogo, sem palavras.

E falar do passado, sem alegria, sinalizava – não haveria futuro.

E sentados juntos, no mesmo lugar, sem palavras, sem reações fingíamos contemplar a relva que cercava o pequeno lago, as flores brancas lá do outro lado e admirar os peixinhos prateados pelo reflexo de um sol aconchegante que se tornara, então, frio como o inverno que chegaria em poucos dias.

O que se ouvia, era o som do vento.

E sem palavras, levantamos, damos as mãos pela última vez, sem entender e saber explicar como tudo acabou.

Gilson Cruz

Veja atambém Difícil (Poesia da saudade) › Jeito de ver

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© Gilson da Cruz Chaves – Jeito de Ver Reprodução permitida com créditos ao autor e ao site.