Fragmentos: um livro sobre memória

Lançamento do Livro Fragmentos
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Clube de Autores

Fragmentos: quando a memória insiste em permanecer

Há histórias que não gritam.
Elas sussurram.

Fragmentos nasce desse lugar silencioso onde a memória começa a falhar, mas o amor insiste em ficar.

É um livro construído a partir de lembranças simples: a casa da infância, a música, os amigos, o trabalho, a família, os pequenos objetos que guardam grandes histórias.

Ao acompanhar a trajetória de Manoel, o leitor percorre uma vida comum — e exatamente por isso profundamente humana.

Entre perdas, sonhos adiados, afetos e silêncios, a narrativa conduz a uma reflexão delicada sobre identidade, tempo e o medo de esquecer quem somos.

O tema do Alzheimer atravessa a obra com respeito e sensibilidade, sem dramatizações excessivas.

Aqui, a doença não é apenas ausência, mas também presença: de carinho, de cuidado, de memórias que resistem mesmo quando as palavras falham.

Escrito em uma linguagem simples e acessível, Fragmentos foi pensado para todos os leitores — dos mais jovens aos mais velhos.

Um convida a revisitar as próprias lembranças, a valorizar os gestos cotidianos e a reconhecer o amor que permanece, mesmo quando tudo parece se apagar.

Leia também: Lançamento do Livro: Fragmentos ‣ Jeito de ver

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Se você acredita que as histórias merecem ser lembradas — mesmo quando a memória falha — este livro é para você.

Conheça também:

Musical: A Bela e A Fera em Iaçu

A Bela e A Fera
A Bela e A Fera

Cartaz de A Bela e A Fera

Este texto não intenciona ser “Sonho de Uma Noite de Verão” de Shakespeare, mas confesso que algo me fez sonhar, nesta noite quente deste quase verão do nordeste.

Aceitei o convite e fui assistir à apresentação das crianças do Projeto Tudo por um Sorriso, na sexta-feira, 19 de dezembro de 2025.

O cansaço do dia me pedia para ficar em casa, mas quando o assunto é cultura, ele pode esperar…

O tema seria uma apresentação de balé, do musical “A Bela e a Fera”.

O ambiente

As pessoas se aglomeravam entre risos e o orgulho de ver filhos e parentes se apresentando.

Apesar do calor da cidade de Iaçu, o calor humano, como mágica, fez com que aquele ambiente se tornasse o mais agradável possível.

Enfim, o locutor fez a chamada e tentei me acomodar nas cadeiras que pareciam dizer:”Hey, aqui é o seu lugar…”

Sentei e observei o ambiente...

O cenário

Sentado, observei com atenção o cenário…

A escada da mansão daquele príncipe: egoísta, narcisista, que foi punido com a aparência de uma fera, para aprender o valor de um amor sincero.

A conhecida história

A história é conhecida, é verdade…
Nestes tempos de revisionismo, alguns contestam o poder salvador do amor de alguém, é verdade, mas permita-me sonhar…
Ainda acredito que, se o amor não pode transformar-nos, pode ao menos despertar nas pessoas aquilo que elas têm de melhor…
E todos têm algo de melhor!

O entusiasmo e a ansiedade

Crianças e adolescentes encenavam com uma paixão e uma certa ansiedade; cada passinho ensaiado com atenção.
E a cada passinho que davam, confesso novamente que sentia um certo aperto no coração e compartilhava a mesma emoção de estar vivendo aquele momento.

Algo me lembrou os tempos em que tentei me aventurar naquelas bandinhas de rock adolescentes…

As cenas mudavam a cada movimento e os bailarinos entregavam mais do que apenas passos de balé… entregavam alma, história.

História de famílias que acreditam no potencial dos filhos, mesmo quando a cidade não parece criar espaços para novos movimentos.

E principalmente a história de uma equipe que acredita no poder da arte não apenas como transformador, mas como mantenedor de esperanças e expectativas sóbrias – quando os coraçõezinhos insistem em sonhar com as nuvens de além.

Sonhos de Verão

Mas, é quase verão.
Permitam-se sonhar além dos pequenos palcos de clubes no interior, sonhem com novas ribaltas, em que além de rostos de pais e amigos orgulhosos— estranhos também se encantem com essa vontade e este desejo de alcançar um sonho.
Isso também é amor.

E, de certo modo, nos mantém vivos – ativos, nos transforma – nos faz melhores humanos!

Reflexões ao fim da sessão
Fim da apresentação

Aplausos mais que merecidos…

Enfim, a apresentação chegou ao fim.
Aplausos mais que merecidos, e enquanto contava os passos que me levaram até a minha casa, algo insistia em minha mente:

“Quem me proporcionou uma noite tão bela? Pensei nos bastidores, nos ensaios… principalmente naqueles por detrás das cortinas.

“Muitas vezes, aqueles que fazem o mundo girar não são percebidos.

“A emoção desta noite de verão foi proporcionada por alguém que pensou na arte como um legado eterno, por uma equipe que se empenhou em tornar possível um corpo de balé, dançando valsas de 3 e 4 compassos, num século de canções, muitas vezes, sem melodia”.

A equipe do “Tudo por um Sorriso”.
E a eles, os meus sinceros agradecimentos e parabéns…
Pelos sonhos desta noite de verão

Leia também A história – Uma questão de memória ‣ Jeito de ver

Lançamento:

Já está em pré-venda o nosso mais recente livro “Fragmentos – Um Romance-memória”. Clique no link e reserve o seu: Fragmentos, por Gilson Chaves – Clube de Autores

Lançamento do Livro Fragmentos

Clube de Autores

Lançamento do Livro: Fragmentos

Alzheimer

Imagem de Gerd Altmann por Pixabay

A quem pertence a história que vivemos?

O que somos quando perdemos a memória?

Lidar com o Alzheimer é sempre uma experiência desafiadora — para quem vive e para quem acompanha.
É justamente essa experiência que ganha voz em Fragmentos – Um Romance-Memória.


Fragmentos: um olhar sensível sobre memória, afeto e o tempo que escapa

Fragmentos é o novo livro de Gilson Cruz Chaves, uma obra que reúne relatos marcados pela luta silenciosa contra o esquecimento.

Com linguagem simples e sensível, o autor conduz o leitor por episódios em que memória, família e identidade se entrelaçam, revelando a força dos pequenos gestos que permanecem mesmo quando a lembrança falha.

A narrativa percorre momentos íntimos e cotidianos, costurando lembranças, lapsos e afeições com delicadeza.

Cada capítulo funciona como um pedaço de vida — às vezes duro, às vezes luminoso — que convida o leitor a refletir sobre o que realmente sustenta nossas histórias.

Sem exageros ou dramatizações, Fragmentos apresenta uma visão humana e acessível do tema, aproximando quem lê de situações que muitas famílias conhecem bem.
É um livro que fala ao coração, mas também abre espaço para refletir sobre o papel da memória na construção de quem somos.

Para quem acompanha o blog Jeito de Ver, esta nova obra dá continuidade ao olhar atento do autor sobre o cotidiano: simples, afetivo e profundamente real.

Veja também: A história – Uma questão de memória ‣ Jeito de ver


Pré-venda disponível no Clube de Autores:

Fragmentos, por Gilson Chaves – Clube de Autores

Um Romance-memória

Carol – As flores ao redor

Imagem de myeongae lim por Pixabay

Há perguntas que só o amor sabe responder. Escrevi este poema para minha sobrinha Carol, tentando mostrar que o amor e a ternura que tanto buscamos no mundo, muitas vezes, já habitam dentro de nós. É um convite à delicadeza, à coragem de sonhar e à confiança no próprio caminho — mesmo quando ele parece longo.

Porque, no fim, o amor mais bonito não se encontra: ele acontece, suavemente, no nosso jeito de ser.

POEMA PARA CAROL

Se você me perguntasse

Onde se esconde o amor mais lindo

E a ternura mais bela do mundo

Eu responderia…

Não está tão distante

quanto o vento frio faz parecer

Nem tão perto

que não se exija um porção de esforço…

Mas principalmente,

te mostraria um caminho…

***

Quer ler o texto completo? Ele está no livro “Crônicas do Cotidiano – Para Continuar a Estrada”, atualmente em pré-lançamento no Clube dos Autores.

Apenas pra rir…

Leia também: Os sonhos de Lay ( Novas histórias a contar) ‣ Jeito de ver

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E então nasceu uma menina – Amor sem roteiro

Bem chateada…

E então nasceu uma menina
Canção do amor sem roteiro

Você diz: Um dia serei pai.

Ensinarei ao meu filho amar os livros,
a ouvir a música,
a tocar instrumentos, e juntos nos divertiremos em momentos juntos.

Brincaremos de bola e ele usará as cores do meu time.

Serei Pai.

E meu filho amará a escola que hoje é bem diferente da minha escola… há liberdade!

Você diz: Serei Pai e meu filho…

E de repente, nasce uma menina!

***

Veja o texto completo no livro “Crônicas do Cotidiano – Para Continuar a Estrada”, pré-lançamento no Clube dos Autores.

Leia também: Um poema para Brenda (Com H de “hoje”) ‣ Jeito de ver

Queridos

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E mais surpresas:

Dhan Nascimento – YouTube

TRISTEZA DE INVERNO ( Canção de solidão)

Imagem de Lorry McCarthy por Pixabay

 

TRISTEZA DE INVERNO

 

A fria chuva fina cai

Lenta, calma

Posso ouvir o cair delicado dos pingos.

Torturantes.

As montanhas se encolhem na névoa

E as folhas das árvores

tentam proteger o solo.

***

Quer ler o texto completo? Ele está no livro “Crônicas do Cotidiano – Para Continuar a Estrada”, atualmente em pré-lançamento no Clube dos Autores.

Leia também: Escrever ( Os motivos da vida) ‣ Jeito de ver

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Reflexões do Caminho (A beleza na jornada)

No final da estrada

Às vezes, só percebemos a beleza da estrada depois de percorrê-la.

O mundo carece de contemplação.

A vida carece de contemplação.

Vivemos apressados e, nessa pressa, deixamos de ver o que está ao redor

— como aqueles que sacrificam momentos, vidas e amizades para alcançar o que acreditam ser o verdadeiro sucesso.

No fim da estrada, justificam que, se tivessem parado para rir com os amigos ou se permitido ao lazer com a família, não teriam chegado onde chegaram.

Há também os que são amados e retribuem com migalhas de atenção àqueles que se sacrificaram por eles.
Reclamam do tempero da refeição, da poeira que sobrou na casa, sem enxergar o esforço que houve para agradá-los.

E há os que traem a confiança de quem os ama.

Mesmo que se negue, no final da estrada sempre faltará algo.

A contemplação.

A capacidade de amar os momentos, as pessoas e seus gestos silenciosos.

É verdade: não se levarão amigos.
O sucesso ficou para trás, e talvez nas mãos de uma descendência tão fria que não se importa com quem construiu.

Não se levarão amantes, mesmo que a esperteza de se esconder tenha ficado no caminho.

E, antes de se despedir da estrada, raramente contamos os passos —
simplesmente esquecemos o percurso.

A estrada exige atenção.

Leia também Escrever ( Os motivos da vida) ‣ Jeito de ver

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O louco e a lua (Contos de solidão)

O louco e a lua

Iluminado, sob um céu estrelado, ele se perdia entre o brilho da lua e das estrelas e o sopro do vento norte.
As pessoas diziam: “É um louco”, pois com as mesmas velhas roupas sujas, maltrapilhas, e um bastão castigado pelos anos, vivia o seu dia a andar pelas ruas da cidade.
Todos sabiam o seu nome, mas os anos pareciam não passar.

Ninguém percebia em sua face um novo traço ou em seus cabelos uma nova cor, mas sabiam que dia após dia, pelas ruas da cidade estaria ele, caminhando lentamente, como que contando seus passos…
… pois talvez não houvesse histórias pra contar.

***

Quer ler o texto completo? Ele está no livro “Crônicas do Cotidiano – Para Continuar a Estrada”, atualmente em pré-lançamento no Clube dos Autores.


Leia também: Pobre Pedro ( e o tempo que passou.) ‣ Jeito de ver


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Mas, apenas a lua viu. A lua testemunha.

Imagem de Bruno por Pixabay

Vício Digital: A Armadilha dos Aplicativos

 

Imagem de Gary Cassel por Pixabay

Qual o seu bem mais valioso?

Imagine ter toda a riqueza do mundo e não ter tempo para usufruí-la.

Sim, tempo vale muito mais que dinheiro.

A falta de tempo dedicado à família tem produzido sociedades cada vez mais doentes, frágeis e instáveis.

Parte desse problema está ligada ao vício digital.

Vamos analisar este assunto.

Vício Digital: A Armadilha dos Aplicativos

O Impacto do Vício na Internet

O vício em aplicativos e redes sociais tornou-se uma preocupação crescente na sociedade atual. Plataformas como Instagram, Facebook, TikTok e X são projetadas para capturar e prender a atenção, o que leva muitas pessoas a um uso excessivo e, em vários casos, compulsivo.

Esse comportamento tem consequências significativas, afetando a saúde emocional, social e psicológica.

Um dos efeitos mais notáveis é a ansiedade. A necessidade constante de verificar notificações e atualizações provoca uma excitação emocional contínua, que se transforma em desgaste.

Pesquisas mostram que a exposição prolongada a estímulos digitais eleva o estresse e pode contribuir para transtornos de ansiedade.

Além disso, a pressão por manter uma imagem ideal nas redes alimenta a comparação e a insatisfação, fortalecendo um ciclo de insegurança.

Outro efeito comum é a solidão.

Paradoxalmente, redes que prometem aproximação podem gerar distanciamento.

A substituição de conversas reais por interações digitais empobrece os laços humanos. Relações presenciais tornam-se superficiais, e muitos acabam sentindo-se desconectados, mesmo cercados por uma rede virtual extensa.

Esse vício também compromete relacionamentos.

A distração constante dos dispositivos reduz a atenção em momentos sociais e familiares, prejudicando a comunicação e criando mal-entendidos.

Em muitos casos, o excesso de tempo diante da tela resulta em conflitos, ressentimentos e isolamento.


Como os Aplicativos Prendem a Atenção

O design das plataformas digitais não é aleatório. Empresas de tecnologia investem pesado em mecanismos capazes de prolongar o tempo de uso.

Uma das principais estratégias são os algoritmos personalizados.

Eles analisam cada clique, curtida e tempo de visualização para oferecer conteúdos alinhados ao perfil do usuário. Isso aumenta a chance de engajamento contínuo, mantendo a pessoa presa à tela por longos períodos.

Outro recurso poderoso são as notificações.

Sons, vibrações e alertas visuais acionam um senso de urgência. Mesmo longe do celular, muitos sentem a necessidade de conferir imediatamente o que chegou, criando uma rotina de checagem compulsiva ao longo do dia.

O design envolvente também desempenha um papel central.

Paletas de cores, animações, rolagens infinitas e botões estrategicamente posicionados são pensados para proporcionar prazer e estímulo visual. Cada detalhe é planejado para transformar o uso em hábito.

Essas estratégias combinam tecnologia, psicologia do consumidor e design de experiência.

O objetivo final é simples: manter o usuário conectado o maior tempo possível, aumentando as oportunidades de exibir anúncios e gerar lucro.


Histórias de um Vício

O impacto do vício digital aparece em situações cotidianas.

Em uma reunião de trabalho, um jovem executivo estava tão absorto em seu celular que não percebeu quando sua apresentação começou. Desprevenido, sua imagem profissional foi prejudicada. Um deslize aparentemente pequeno, mas que comprometeu sua carreira.

Em outro caso, durante um encontro social, uma jovem preferiu atualizar seu status em vez de conversar com amigos. O gesto foi interpretado como falta de consideração, gerando brigas e afastamento.

Na vida acadêmica, as consequências podem ser ainda mais severas.

Um estudante universitário, distraído constantemente com notificações, viu seu desempenho cair drasticamente. As notas baixas levaram a uma suspensão e a um quadro de ansiedade e depressão.

Esses exemplos mostram que o vício não se limita a um simples “passatempo exagerado”. Ele pode comprometer a vida pessoal, social e profissional de forma profunda.


Quem Lucra com o Vício

O vício digital não é apenas um fenômeno comportamental; é também parte de um modelo de negócios altamente lucrativo.

O tempo que passamos conectados é convertido em receita publicitária.

Quanto mais tempo navegamos, mais anúncios vemos. Os algoritmos, portanto, não são apenas ferramentas de personalização, mas instrumentos de prolongamento da atenção.

Relatórios recentes confirmam: o aumento do engajamento nas redes está diretamente ligado ao crescimento das receitas das empresas de tecnologia. Trata-se de um ciclo calculado, onde cada minuto diante da tela representa lucro.

Os influenciadores digitais também se beneficiam desse mecanismo.

Muitos produzem conteúdos que incentivam a permanência constante nas plataformas.

Com patrocínios, marketing afiliado e publicidade indireta, transformam engajamento em ganhos financeiros.

Essa engrenagem reforça o ciclo: quanto mais consumo digital, mais lucros para empresas e criadores.

Enquanto isso, o usuário, motivado por estímulos incessantes, permanece preso ao que deveria ser apenas uma ferramenta.


A Complexa Rede da Dependência

O vício digital mostra que a relação entre seres humanos e tecnologia é mais complexa do que parece.

As plataformas, que nasceram para conectar, acabaram criando novas formas de isolamento.

Ao mesmo tempo em que oferecem entretenimento, informação e interação, aprisionam em ciclos de ansiedade, comparação e consumo contínuo.

É claro que a tecnologia também trouxe avanços extraordinários.

Mas ignorar seus efeitos negativos seria fechar os olhos para um problema crescente. A reflexão se faz necessária: como estabelecer limites em um ambiente que foi projetado justamente para que não os tenhamos?

A resposta pode estar no equilíbrio.

Usar as redes com consciência, estabelecer pausas, buscar interações reais e cultivar momentos offline. Pequenos gestos podem ajudar a recuperar a autonomia diante de sistemas que exploram nossas vulnerabilidades emocionais.


Conclusão

O vício digital não é um problema individual, mas social.

Ele envolve usuários, empresas e influenciadores em uma engrenagem movida pelo lucro.

Se, de um lado, gera bilhões para a indústria, de outro corrói a saúde mental e as relações humanas.

Entender essa dinâmica é o primeiro passo para escapar da armadilha.

Afinal, a tecnologia deveria servir à vida, e não o contrário.

Leia também: A Importância do Amor Próprio e da Aceitação ‣ Jeito de ver

Todos os adolescentes são viciados em redes sociais?

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A ilusão do brilho… Vaga-lume.

alt="Ouriço escondido entre folhas secas no outono"

Imagem de Anthony Jarrin por Pixabay

Introdução:

Às vezes, é no silêncio da noite e na simplicidade de um jardim que surgem as reflexões mais profundas.

Entre formigas silenciosas, grilos repetitivos e o brilho passageiro de um pirilampo, este pequeno texto convida à contemplação da vida que pulsa discretamente à nossa volta — e dentro de nós.

Nesta breve alegoria, o vaga-lume se torna símbolo da efemeridade do brilho, da ilusão de grandeza, e da fragilidade dos instantes em que buscamos ser mais do que somos.

Será que, ao brilhar, deixamos de ver o mundo?

***

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Leia também: Voo efêmero – um breve encontro ‣ Jeito de ver

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© Gilson da Cruz Chaves – Jeito de Ver Reprodução permitida com créditos ao autor e ao site.