Pensamentos soltos… entre crônicas e versos

Pensamentos soltos

Pensamentos soltos… entre crônicas e versos

(download gratuito)

Há textos que não nascem para explicar o mundo.
Nascem para acompanhar.

Pensamentos soltos… entre crônicas e versos é um livro feito de memórias, cidades pequenas, silêncios longos, cenas do cotidiano e versos que surgem sem pressa. Um conjunto de crônicas, poemas e reflexões que caminham entre o que foi vivido, o que ficou na lembrança — e aquilo que, às vezes, só foi sentido.

As histórias passam por ruas, praças, varandas, estações, pessoas comuns e momentos que parecem simples, mas que carregam uma grande carga de humanidade. Há nostalgia, humor discreto, crítica, afeto e, sobretudo, a tentativa de registrar aquilo que o tempo costuma levar sem pedir licença.

Este livro não pretende ensinar, convencer ou impressionar.
Apenas compartilhar.

A publicação está sendo disponibilizada gratuitamente, como forma de manter viva a ideia de que a palavra ainda pode circular livre, encontrar leitores sem pressa e permanecer onde fizer sentido.

Se você gosta de textos que caminham entre a crônica e a poesia, que valorizam a simplicidade da linguagem e o olhar atento para o cotidiano, talvez encontre aqui alguma companhia.

📘 Download gratuito do livro:
Pensamentos soltos – Revisão Março

A leitura é livre.
O compartilhamento também.

Boa leitura — e que algum pensamento solto encontre você no momento certo.

Veja também Fragmentos: um livro sobre memória ‣ Jeito de ver

Visite o Clube de Autores: O Amor do Tempo, por Gilson Chaves – Clube de Autores

Fragmentos: um livro sobre memória

Lançamento do Livro Fragmentos
Lançamento do Livro Fragmentos

Clube de Autores

Fragmentos: quando a memória insiste em permanecer

Há histórias que não gritam.
Elas sussurram.

Fragmentos nasce desse lugar silencioso onde a memória começa a falhar, mas o amor insiste em ficar.

É um livro construído a partir de lembranças simples: a casa da infância, a música, os amigos, o trabalho, a família, os pequenos objetos que guardam grandes histórias.

Ao acompanhar a trajetória de Manoel, o leitor percorre uma vida comum — e exatamente por isso profundamente humana.

Entre perdas, sonhos adiados, afetos e silêncios, a narrativa conduz a uma reflexão delicada sobre identidade, tempo e o medo de esquecer quem somos.

O tema do Alzheimer atravessa a obra com respeito e sensibilidade, sem dramatizações excessivas.

Aqui, a doença não é apenas ausência, mas também presença: de carinho, de cuidado, de memórias que resistem mesmo quando as palavras falham.

Escrito em uma linguagem simples e acessível, Fragmentos foi pensado para todos os leitores — dos mais jovens aos mais velhos.

Um convida a revisitar as próprias lembranças, a valorizar os gestos cotidianos e a reconhecer o amor que permanece, mesmo quando tudo parece se apagar.

Leia também: Lançamento do Livro: Fragmentos ‣ Jeito de ver

📘 O livro já está disponível no Clube de Autores
👉 https://clubedeautores.com.br/livro/cronicas-do-cotidiano-10

Se você acredita que as histórias merecem ser lembradas — mesmo quando a memória falha — este livro é para você.

Conheça também:

O imã de R$ 450 que prometia curar até a alma

Imagem de Sarah Richter por Pixabay

Silocimol: o imã de R$ 450 que prometia curar até a alma

(e por que você não precisa dele)

Eu confesso: por um segundo, quase acreditei.
Uma conhecida me enviou um áudio de quatro minutos — daqueles cheios de entusiasmo e nenhuma pausa para respirar — dizendo que o tal “Silocimol” era o milagre científico dos últimos cinquenta anos.

Segundo ela, o negócio regenerava cartilagem, revertia osteoporose, curava dor articular e ainda “doava elétrons” para as células. Tudo isso por módicos R$ 390 a R$ 520, dependendo do kit e da coragem do comprador.

Pedi estudos.
A resposta veio com a delicadeza de um tapa:
— “Ah, você é do contra… minha tia melhorou 100% da artrose.”

Insisti. Mandaram um PDF de 2014. Uma suposta experiência com ratos.

Observei que os testes não eram revisados por terceiros, independentes.

Foi aí que comecei a pesquisar — de verdade — e descobri que, entre tantas promessas mágicas que rondam o Brasil, o Silocimol segue firme como um dos maiores casos de marketing pseudocientífico ainda em circulação em 2025.


O que é o Silocimol, afinal?

Não é suplemento.
Não é silício orgânico.
Não é tecnologia avançada.

É um aparelhinho plástico com dois ímãs.

Você encaixa na garrafa de 20 litros ou na jarra da cozinha.

A promessa é que a água passa por ali, os “clusters” se quebram, ela fica “hexagonal”, mais leve, mais pura, mais poderosa… e, como se fosse pouco, ainda cura tudo.

Pena que não funciona.


A “ciência” usada para justificar isso

O único estudo citado é de Geraldo Balieiro (2014–2015), usando água magnetizada em ratos que, supostamente, ganharam densidade óssea.

Detalhes que convenientemente somem dos panfletos:

  • O estudo foi, provavelmente, financiado pela própria empresa Timol (poucos dados disponíveis)

  • Nunca foi replicado em humanos.

  • Nunca publicado em revista científica séria, só apresentado em congressos.

E quando olhamos para o que realmente importa — revisões sistemáticas recentes (2023–2025) sobre água magnetizada — o resultado é um silêncio absoluto:
zero evidência confiável para qualquer benefício real.

E mais: a própria física já resolveu essa questão há décadas. Campos magnéticos fracos, como os desses ímãs domésticos, não têm força para alterar a água de modo permanente. Isso é consenso desde os anos 90.


Silício orgânico é outra coisa

A confusão intencional começa aqui.

Vendedores misturam tudo, jurando que o Silocimol “gera silício orgânico” na água. Não gera. É mentira.

O silício orgânico de verdade — aquele que aparece em Exsynutriment, Nutricolin, BioSil, SiliciuMax — tem alguma evidência modesta para:

  • melhora discreta da pele, cabelo e unhas;

  • pequeno impacto em marcadores ósseos.

Mas nada miraculoso. E, para a maioria das pessoas, a ingestão normal já basta: água mineral, aveia, banana, cerveja.
Suplementar só faz sentido em casos específicos e com orientação.


E o que diz a lei?

O Sylocimol vive em seu habitat natural: a zona cinzenta.

  • Não é alimento → escapa das regras de suplementos.

  • Não é dispositivo médico → escapa da Anvisa.

  • Mas promete cura → cai como uma luva na definição de propaganda enganosa (art. 37, CDC).

Histórico simpático com a Anvisa:

  • 2014 – Suspensão total da fabricação e venda.

  • 2016 – Proibição de propaganda por alegações terapêuticas falsas.

  • 2022 – Nova proibição de publicidade, incluindo o “mineralizador” Top H+.

A jogada agora é dizer que “não cura nada”, que “só melhora a qualidade da água”. E deixam para os revendedores a parte suja: prometer cura nos grupos de WhatsApp.
É aí que mora o crime.


O negócio por trás do milagre

Estrutura clássica de marketing multinível:

  • custo real de produção: R$ 30–50;

  • revenda por R$ 390–520;

  • comissão gorda de 30–50% + bônus por recrutamento.

Resultado?
Quem vende muito ganha muito.
Quem compra… fica com um ímã caro decorando o galão.


Conclusão honesta

Você não precisa do Silocimol — nem da versão turbinada, nem da versão “premium”.

Se quiser silício orgânico real, compre de farmácia de manipulação, por R$ 80–140, e com orientação profissional.

Se tem osteoporose ou artrose, o caminho continua sendo o que funciona:

  • cálcio

  • vitamina D

  • bifosfonatos/denosumabe

  • exercício físico

  • fisioterapia

E, claro: denuncie sempre que alguém prometer cura milagrosa.
Prints → Anvisa ou consumidor.gov.br.
Cada denúncia cria um tropeço no caminho deles.

“-Eu quase paguei R$ 450 num imã de geladeira fantasiado de laboratório” disse uma cliente, que preferiu não se identificar.
Você não precisa repetir a cena.

E para quem continuar dizendo que “a ciência esconde o silício” — envie este texto.
As tias do WhatsApp… que Deus as ajude (nota de fé). Elas vão precisar.

Antes de ceder ao impulso ou desespero de comprar qualquer coisa peça tempo para pesquisar. Muitos espertos ficam ricos às custas de pessoas mal informadas.

Pesquise sempre.

Lembre a decisão de comprar é sua… mas, não espere milagres!

Leia também: Depressão – como ajudar? (Informativo) ‣ Jeito de ver

Matérias adicionais:

Notícia ANVISA de 16/10/2014: Suspensão do Sylocimol por falta de registro e propaganda irregular (arquivo: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2016/anvisa-suspende-diversos-produtos-e-interdita-cautelarmente-saneante ou busque “Sylocimol suspensão 2014” no site da ANVISA) – Resultados da busca Yahoo Search

Resolução RE nº 1.828, de 12/07/2016 (DOU): Proibição de publicidade do Magnetizador Sylocimol e suplementos Timol por indicações não autorizadas (link DOU ou notícia: https://www.gov.br/anvisa/pt-br/assuntos/noticias-anvisa/2016/suplementos-alimentares-da-empresa-timol-sao-proibidos) – Resultados da busca Yahoo Search

Propaganda enganosa de cura para idosa – Timol Produtos Magnéticos – Reclame Aqui

Crônicas do Cotidiano, por GILSON DA CRUZ CHAVES – Clube de Autores

A história – Uma questão de memória

Imagem de -MayaQ- por Pixabay

UMA QUESTÃO DE MEMÓRIA

 

Guardar a memória pode soar como algo comum, mas algumas histórias podem fazer essas poucas palavras ganharem contornos incríveis.

A quem pertencem as histórias?

Nascer, crescer, se apaixonar, viver parecem papéis que desempenhamos ao longo da vida, pois uma hora, deixamos tudo e quando somos lembrados – alguém contará aquilo que hoje acreditamos ser a nossa história.

E nessas andanças, uma questão de memória voltou à minha mente.

 

Não me lembro bem os nomes ( olha aí, outra questão de memória) mas isso aconteceu há algum tempo.

Ele jovem, apaixonou-se pela primeira vez por aquela moça que seria o grande amor da sua vida.

Ela, fingia não gostar, e nos anos 50, um pouco de charme ajudava a valorizar a conquista. O fato é que eles se conquistavam no dia a dia.

O que no início era uma paixão adolescente, agora eram planos para o futuro.

Trabalhar na ferrovia, construir uma casa, ter filhos, anexar à casa um bar, onde ele pudesse encontrar os amigos, brincar e ouvir músicas.

Um ambiente familiar.

E os anos foram generosos.

***

Quer ler o texto completo? Ele está no livro “Crônicas do Cotidiano – Para Continuar a Estrada”, atualmente em pré-lançamento no Clube dos Autores.

Leia também: Do começo ao fim… ( Como a vida é ) ‣ Jeito de ver

Estamos também no Clube dos Autores

Crônicas do Cotidiano, por GILSON DA CRUZ CHAVES – Clube de Autores

O Que É, Afinal, a Liberdade?

Imagem de Orna por Pixabay

Liberdade e seus conceitos

A Liberdade

“Liberdade” é um conceito amplo e multifacetado, mas, em termos gerais, pode ser definida como:

A condição de poder agir, pensar e escolher de acordo com a própria vontade, sem coerção ou restrições arbitrárias, desde que isso não viole os direitos dos outros.

Ela pode ser vista de diferentes perspectivas:

  • Filosófica: a capacidade do ser humano de autodeterminar-se, tomar decisões conscientes e assumir a responsabilidade por elas.

  • Política: o direito de participar da vida pública, expressar opiniões, escolher governantes e viver sem opressão.

  • Jurídica: o conjunto de direitos garantidos por leis e constituições que protegem o indivíduo contra abusos.

  • Psicológica: a sensação interna de autonomia, de não estar preso a medos, traumas ou condicionamentos que limitam as escolhas.

Para nossa própria proteção, a liberdade não pode ser absoluta. Ela precisa caminhar lado a lado com os direitos e deveres.


O direito de todos

Imagine, então, se num planeta habitado por mais de 8 bilhões de pessoas, distribuídas em 193 países reconhecidos e dois observadores permanentes, um único indivíduo decidisse que é superior e deliberadamente resolvesse conquistar e escravizar os outros.

Ou, numa escala maior, se um país decidisse invadir nações de menor poderio militar para se apossar de terras e riquezas.

Do ponto de vista do conquistador, ele provavelmente definiria sua própria liberdade como o direito de “defender” seus interesses.

Mas, e quanto aos países violados? Para onde vai o direito à liberdade deles?

Em nome da “liberdade”, muitas justiças já aconteceram — e muitas injustiças também.


Entendendo cultura

Deste lado do mundo, muitos acreditam que no Oriente as pessoas não têm liberdade para protestar contra autoridades por medo de governos autoritários.

Tal conceito vende a ideia de que há mais liberdade no Ocidente: “aqui eu posso xingar o prefeito, o governador, o presidente”.

Mas que tal entender o outro lado?

“Respeitar os pais e os mais velhos é a raiz da humanidade.” — Os Analectos I.2
“Trate-os com seriedade e eles o respeitarão. Mostre que você honra seus pais e seu governante, e que se importa com o bem-estar daqueles que estão sob seus cuidados, e o povo lhe será leal.” — Os Analectos

Em muitos países da Ásia, a cultura é fortemente influenciada pelo Confucionismo, em que o respeito aos mais velhos é tradição — e isso se reflete no modo como lidam com as autoridades.

De fato, há relatos de países do Oriente Médio que reprimem manifestações de forma violenta.

Mas nem sempre é preciso olhar tão longe: manifestações legítimas também são suprimidas violentamente bem debaixo de nossos olhos.

Por exemplo, uma manifestação de estudantes em São Paulo, no Brasil, foi dissolvida com ação violenta da polícia.

Fonte: Brasil de Fato

Ou, como acontece atualmente nos Estados Unidos, manifestações a favor de imigrantes considerados ilegais — que estão sendo privados de liberdade e enviados a prisões degradantes — são combatidas com violência semelhante.

Liberdade apropriada

O conceito de liberdade tem sido frequentemente apropriado por pessoas que não prezam pela liberdade dos outros.

O uso de fake news para controlar pelo medo e pela desinformação é um dos recursos mais usados hoje. Outro é invocar a “liberdade” para atacar minorias ou desfavorecidos — algo que se repete através da história.

Mesmo na atualidade, ainda há quem advogue a superioridade de uma raça sobre as demais.

Cada vez mais, de modo velado, autoridades e grupos adotam ideologias que ecoam a filosofia nazista de superioridade racial. E quando alguém se considera superior, já sabemos aonde isso pode levar…

Liberdade para matar?

Chegamos então a um ponto crítico: a liberdade para matar.

Essa expressão pode chocar, não é verdade?

Muitos preferem suavizá-la como “direito à defesa”. Mas é importante lembrar: as armas foram criadas para matar, para dominar, intimidar — a defesa é apenas uma consequência.

Quando um país, atendendo ao lobby da indústria armamentista, aprova a venda de armas como itens triviais de consumo, o que fica subentendido?

Nos Estados Unidos, cerca de 120 pessoas são mortas diariamente por armas de fogo — quase 48 mil por ano.

Em tempos de ódio e polarização alimentada por fake news, a tendência é que esse número aumente.

No Brasil, pessoas foram assassinadas por estarem celebrando a vitória de um presidente eleito pela maioria.

Em outros casos, pessoas que defendem o direito de menosprezar ou excluir outras acabam sendo traídas por sua própria intolerância.

Já em outros casos, pessoas inocentes são assassinadas por supostos defensores da liberdade.

Exemplos reais

A menina Luana Rafaela, de 12 anos, morreu após ser baleada durante uma comemoração pela vitória de Lula à Presidência, em Belo Horizonte.

Ela foi uma das vítimas de Ruan Nilton da Luz, apoiador de Jair Bolsonaro, que também matou o advogado Pedro Henrique Dias, de 28 anos, e feriu outras três pessoas.

O crime, ocorrido no bairro Nova Cintra, é investigado como duplo homicídio com motivação política.

Fonte: O Globo

Na Bahia, um mestre de Capoeira foi assassinado por alguém que também dizia valorizar a Liberdade.

Fonte: Carta Capital

Recentemente, o assassinato de um influente extremista de direita repercutiu no mundo: ele foi morto por um de seus próprios seguidores.

O editorial da Gazeta do Povo lamenta o assassinato de Charlie Kirk, ativista conservador morto durante uma palestra nos EUA, e alerta para os perigos da violência política alimentada pela desumanização do adversário.

Ele defendia a execução pública e foi morto à vista de centenas de pessoas!

Fonte: Gazeta do Povo

Conclusão

Costumo dizer que alimentar o ódio é regar a semente da própria destruição.

Sociedades que usam a liberdade como escudo para normalizar discursos de ódio e facilitam o acesso a instrumentos de violência, sejam eles quais forem, estão armando as próprias forças que um dia poderão devorá-las.

Liberdade, como qualquer outro bem, deve ser bem usada — de modo civilizado e inteligente.

O ataque a minorias pode ser caracterizado como um abuso do direito à liberdade, pois o objetivo dela é a convivência.

Não haverá consenso enquanto não houver respeito mútuo.

Quando o diálogo civilizado perder o significado, surgirão os gritos de raiva. Quando os gritos perderem a força… a violência será o provável resultado.

A liberdade absoluta será sempre um conceito tolo e ilusório.

Leia também a reflexão: Presos ( Onde está a tua liberdade?) ‣ Jeito de ver

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Reflexões do Caminho (A beleza na jornada)

No final da estrada

Às vezes, só percebemos a beleza da estrada depois de percorrê-la.

O mundo carece de contemplação.

A vida carece de contemplação.

Vivemos apressados e, nessa pressa, deixamos de ver o que está ao redor

— como aqueles que sacrificam momentos, vidas e amizades para alcançar o que acreditam ser o verdadeiro sucesso.

No fim da estrada, justificam que, se tivessem parado para rir com os amigos ou se permitido ao lazer com a família, não teriam chegado onde chegaram.

Há também os que são amados e retribuem com migalhas de atenção àqueles que se sacrificaram por eles.
Reclamam do tempero da refeição, da poeira que sobrou na casa, sem enxergar o esforço que houve para agradá-los.

E há os que traem a confiança de quem os ama.

Mesmo que se negue, no final da estrada sempre faltará algo.

A contemplação.

A capacidade de amar os momentos, as pessoas e seus gestos silenciosos.

É verdade: não se levarão amigos.
O sucesso ficou para trás, e talvez nas mãos de uma descendência tão fria que não se importa com quem construiu.

Não se levarão amantes, mesmo que a esperteza de se esconder tenha ficado no caminho.

E, antes de se despedir da estrada, raramente contamos os passos —
simplesmente esquecemos o percurso.

A estrada exige atenção.

Leia também Escrever ( Os motivos da vida) ‣ Jeito de ver

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O louco e a lua (Contos de solidão)

O louco e a lua

Iluminado, sob um céu estrelado, ele se perdia entre o brilho da lua e das estrelas e o sopro do vento norte.
As pessoas diziam: “É um louco”, pois com as mesmas velhas roupas sujas, maltrapilhas, e um bastão castigado pelos anos, vivia o seu dia a andar pelas ruas da cidade.
Todos sabiam o seu nome, mas os anos pareciam não passar.

Ninguém percebia em sua face um novo traço ou em seus cabelos uma nova cor, mas sabiam que dia após dia, pelas ruas da cidade estaria ele, caminhando lentamente, como que contando seus passos…
… pois talvez não houvesse histórias pra contar.

***

Quer ler o texto completo? Ele está no livro “Crônicas do Cotidiano – Para Continuar a Estrada”, atualmente em pré-lançamento no Clube dos Autores.


Leia também: Pobre Pedro ( e o tempo que passou.) ‣ Jeito de ver


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Mas, apenas a lua viu. A lua testemunha.

Imagem de Bruno por Pixabay

Pobre Pedro ( e o tempo que passou.)

alt= Homem solitário à beira do mar.

Imagem de Engin Akyurt por Pixabay

Sinopse
A poesia “Pobre Pedro” retrata a solidão e o abandono de um homem incompreendido pela sociedade. Entre julgamentos apressados e a indiferença cotidiana, Pedro, fragilizado pelo desemprego e pela doença, vê a vida escapar em silêncio. Uma narrativa poética que expõe o contraste entre a dureza dos olhares alheios e a dor invisível de quem sofre sozinho.

Pobre Pedro

O galo cantou,
Despertador gritou,
O vizinho resmungou,
Mas Pedro não acordava.

***

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Se você é apaixonado por poesias recomendo um excelente blog:

Blog dos Poetas – Poemas selecionados de escritores famosos e consagrados

Leia também Um bom rapaz – uma crônica. ‣ Jeito de ver

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A ilusão do brilho… Vaga-lume.

alt="Ouriço escondido entre folhas secas no outono"

Imagem de Anthony Jarrin por Pixabay

Introdução:

Às vezes, é no silêncio da noite e na simplicidade de um jardim que surgem as reflexões mais profundas.

Entre formigas silenciosas, grilos repetitivos e o brilho passageiro de um pirilampo, este pequeno texto convida à contemplação da vida que pulsa discretamente à nossa volta — e dentro de nós.

Nesta breve alegoria, o vaga-lume se torna símbolo da efemeridade do brilho, da ilusão de grandeza, e da fragilidade dos instantes em que buscamos ser mais do que somos.

Será que, ao brilhar, deixamos de ver o mundo?

***

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Leia também: Voo efêmero – um breve encontro ‣ Jeito de ver

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A Cultura da Tortura: Análise

Ilustração de um instrumento de tortura.
Cadeira de tortura

Imagem de Hans por Pixabay

A Cultura da Tortura: Da Inquisição às Investigações Policiais

Vamos refletir, neste post, sobre a cultura da tortura — seu surgimento, a figura dos falsos heróis e os paralelos entre práticas inquisitoriais e as caças às bruxas.

Enquanto alguns ainda tentam justificar a tortura como método de interrogatório, outros questionam sua eficácia e legitimidade. Afinal, haveria alguma justificativa real para sua aplicação?

A proposta aqui é simples: compreender, de modo direto, como essa cultura se perpetuou ao longo do tempo — inclusive em regimes como o nazismo — e como tantos torturadores se ampararam na ideia de que apenas “cumpriam ordens”.

Franz Stangl, comandante do campo de extermínio de Treblinka, disse certa vez em uma entrevista:

“Minha consciência está limpa. Eu estava simplesmente cumprindo meu dever…”

A Reação e o Clamor por Justiça

A reação imediata à barbárie é o clamor por justiça. A ausência de punição gera revolta.

É muito comum ouvirmos relatos de pessoas que decidiram “fazer justiça” com as próprias mãos, por meio de linchamentos.

Programas de televisão populares entre 1980 e 2010 exploravam crimes terríveis com sensacionalismo, apresentando histórias de forma a fazer o telespectador sentir a injustiça vigente no país.

Diante deste cenário, as pessoas clamam por mudanças.

Daí surgem falsos heróis, repetindo padrões históricos de séculos e séculos.

Na ânsia de “solucionar rapidamente” um crime e satisfazer o desejo de sangue da população, métodos cruéis foram aplicados em muitos inocentes.

Falsos Heróis

Este é um trecho do texto presente no livro
Crônicas do Cotidiano – Um Novo Jeito de Ver
Disponível na Amazon e Clube dos Autores

Leia também: Contos de fadas – Um novo jeito de ver! ‣ Jeito de ver

Consulte o excelente site:

Armazém Memória – Armazém Memória

© Gilson da Cruz Chaves – Jeito de Ver Reprodução permitida com créditos ao autor e ao site.