TRISTEZA DE INVERNO ( Canção de solidão)

Imagem de Lorry McCarthy por Pixabay

 

TRISTEZA DE INVERNO

 

A fria chuva fina cai

Lenta, calma

Posso ouvir o cair delicado dos pingos.

Torturantes.

As montanhas se encolhem na névoa

E as folhas das árvores

tentam proteger o solo.

***

Quer ler o texto completo? Ele está no livro “Crônicas do Cotidiano – Para Continuar a Estrada”, atualmente em pré-lançamento no Clube dos Autores.

Leia também: Escrever ( Os motivos da vida) ‣ Jeito de ver

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O Que É, Afinal, a Liberdade?

Imagem de Orna por Pixabay

Liberdade e seus conceitos

A Liberdade

“Liberdade” é um conceito amplo e multifacetado, mas, em termos gerais, pode ser definida como:

A condição de poder agir, pensar e escolher de acordo com a própria vontade, sem coerção ou restrições arbitrárias, desde que isso não viole os direitos dos outros.

Ela pode ser vista de diferentes perspectivas:

  • Filosófica: a capacidade do ser humano de autodeterminar-se, tomar decisões conscientes e assumir a responsabilidade por elas.

  • Política: o direito de participar da vida pública, expressar opiniões, escolher governantes e viver sem opressão.

  • Jurídica: o conjunto de direitos garantidos por leis e constituições que protegem o indivíduo contra abusos.

  • Psicológica: a sensação interna de autonomia, de não estar preso a medos, traumas ou condicionamentos que limitam as escolhas.

Para nossa própria proteção, a liberdade não pode ser absoluta. Ela precisa caminhar lado a lado com os direitos e deveres.


O direito de todos

Imagine, então, se num planeta habitado por mais de 8 bilhões de pessoas, distribuídas em 193 países reconhecidos e dois observadores permanentes, um único indivíduo decidisse que é superior e deliberadamente resolvesse conquistar e escravizar os outros.

Ou, numa escala maior, se um país decidisse invadir nações de menor poderio militar para se apossar de terras e riquezas.

Do ponto de vista do conquistador, ele provavelmente definiria sua própria liberdade como o direito de “defender” seus interesses.

Mas, e quanto aos países violados? Para onde vai o direito à liberdade deles?

Em nome da “liberdade”, muitas justiças já aconteceram — e muitas injustiças também.


Entendendo cultura

Deste lado do mundo, muitos acreditam que no Oriente as pessoas não têm liberdade para protestar contra autoridades por medo de governos autoritários.

Tal conceito vende a ideia de que há mais liberdade no Ocidente: “aqui eu posso xingar o prefeito, o governador, o presidente”.

Mas que tal entender o outro lado?

“Respeitar os pais e os mais velhos é a raiz da humanidade.” — Os Analectos I.2
“Trate-os com seriedade e eles o respeitarão. Mostre que você honra seus pais e seu governante, e que se importa com o bem-estar daqueles que estão sob seus cuidados, e o povo lhe será leal.” — Os Analectos

Em muitos países da Ásia, a cultura é fortemente influenciada pelo Confucionismo, em que o respeito aos mais velhos é tradição — e isso se reflete no modo como lidam com as autoridades.

De fato, há relatos de países do Oriente Médio que reprimem manifestações de forma violenta.

Mas nem sempre é preciso olhar tão longe: manifestações legítimas também são suprimidas violentamente bem debaixo de nossos olhos.

Por exemplo, uma manifestação de estudantes em São Paulo, no Brasil, foi dissolvida com ação violenta da polícia.

Fonte: Brasil de Fato

Ou, como acontece atualmente nos Estados Unidos, manifestações a favor de imigrantes considerados ilegais — que estão sendo privados de liberdade e enviados a prisões degradantes — são combatidas com violência semelhante.

Liberdade apropriada

O conceito de liberdade tem sido frequentemente apropriado por pessoas que não prezam pela liberdade dos outros.

O uso de fake news para controlar pelo medo e pela desinformação é um dos recursos mais usados hoje. Outro é invocar a “liberdade” para atacar minorias ou desfavorecidos — algo que se repete através da história.

Mesmo na atualidade, ainda há quem advogue a superioridade de uma raça sobre as demais.

Cada vez mais, de modo velado, autoridades e grupos adotam ideologias que ecoam a filosofia nazista de superioridade racial. E quando alguém se considera superior, já sabemos aonde isso pode levar…

Liberdade para matar?

Chegamos então a um ponto crítico: a liberdade para matar.

Essa expressão pode chocar, não é verdade?

Muitos preferem suavizá-la como “direito à defesa”. Mas é importante lembrar: as armas foram criadas para matar, para dominar, intimidar — a defesa é apenas uma consequência.

Quando um país, atendendo ao lobby da indústria armamentista, aprova a venda de armas como itens triviais de consumo, o que fica subentendido?

Nos Estados Unidos, cerca de 120 pessoas são mortas diariamente por armas de fogo — quase 48 mil por ano.

Em tempos de ódio e polarização alimentada por fake news, a tendência é que esse número aumente.

No Brasil, pessoas foram assassinadas por estarem celebrando a vitória de um presidente eleito pela maioria.

Em outros casos, pessoas que defendem o direito de menosprezar ou excluir outras acabam sendo traídas por sua própria intolerância.

Já em outros casos, pessoas inocentes são assassinadas por supostos defensores da liberdade.

Exemplos reais

A menina Luana Rafaela, de 12 anos, morreu após ser baleada durante uma comemoração pela vitória de Lula à Presidência, em Belo Horizonte.

Ela foi uma das vítimas de Ruan Nilton da Luz, apoiador de Jair Bolsonaro, que também matou o advogado Pedro Henrique Dias, de 28 anos, e feriu outras três pessoas.

O crime, ocorrido no bairro Nova Cintra, é investigado como duplo homicídio com motivação política.

Fonte: O Globo

Na Bahia, um mestre de Capoeira foi assassinado por alguém que também dizia valorizar a Liberdade.

Fonte: Carta Capital

Recentemente, o assassinato de um influente extremista de direita repercutiu no mundo: ele foi morto por um de seus próprios seguidores.

O editorial da Gazeta do Povo lamenta o assassinato de Charlie Kirk, ativista conservador morto durante uma palestra nos EUA, e alerta para os perigos da violência política alimentada pela desumanização do adversário.

Ele defendia a execução pública e foi morto à vista de centenas de pessoas!

Fonte: Gazeta do Povo

Conclusão

Costumo dizer que alimentar o ódio é regar a semente da própria destruição.

Sociedades que usam a liberdade como escudo para normalizar discursos de ódio e facilitam o acesso a instrumentos de violência, sejam eles quais forem, estão armando as próprias forças que um dia poderão devorá-las.

Liberdade, como qualquer outro bem, deve ser bem usada — de modo civilizado e inteligente.

O ataque a minorias pode ser caracterizado como um abuso do direito à liberdade, pois o objetivo dela é a convivência.

Não haverá consenso enquanto não houver respeito mútuo.

Quando o diálogo civilizado perder o significado, surgirão os gritos de raiva. Quando os gritos perderem a força… a violência será o provável resultado.

A liberdade absoluta será sempre um conceito tolo e ilusório.

Leia também a reflexão: Presos ( Onde está a tua liberdade?) ‣ Jeito de ver

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Reflexões do Caminho (A beleza na jornada)

No final da estrada

Às vezes, só percebemos a beleza da estrada depois de percorrê-la.

O mundo carece de contemplação.

A vida carece de contemplação.

Vivemos apressados e, nessa pressa, deixamos de ver o que está ao redor

— como aqueles que sacrificam momentos, vidas e amizades para alcançar o que acreditam ser o verdadeiro sucesso.

No fim da estrada, justificam que, se tivessem parado para rir com os amigos ou se permitido ao lazer com a família, não teriam chegado onde chegaram.

Há também os que são amados e retribuem com migalhas de atenção àqueles que se sacrificaram por eles.
Reclamam do tempero da refeição, da poeira que sobrou na casa, sem enxergar o esforço que houve para agradá-los.

E há os que traem a confiança de quem os ama.

Mesmo que se negue, no final da estrada sempre faltará algo.

A contemplação.

A capacidade de amar os momentos, as pessoas e seus gestos silenciosos.

É verdade: não se levarão amigos.
O sucesso ficou para trás, e talvez nas mãos de uma descendência tão fria que não se importa com quem construiu.

Não se levarão amantes, mesmo que a esperteza de se esconder tenha ficado no caminho.

E, antes de se despedir da estrada, raramente contamos os passos —
simplesmente esquecemos o percurso.

A estrada exige atenção.

Leia também Escrever ( Os motivos da vida) ‣ Jeito de ver

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O louco e a lua (Contos de solidão)

O louco e a lua

Iluminado, sob um céu estrelado, ele se perdia entre o brilho da lua e das estrelas e o sopro do vento norte.
As pessoas diziam: “É um louco”, pois com as mesmas velhas roupas sujas, maltrapilhas, e um bastão castigado pelos anos, vivia o seu dia a andar pelas ruas da cidade.
Todos sabiam o seu nome, mas os anos pareciam não passar.

Ninguém percebia em sua face um novo traço ou em seus cabelos uma nova cor, mas sabiam que dia após dia, pelas ruas da cidade estaria ele, caminhando lentamente, como que contando seus passos…
… pois talvez não houvesse histórias pra contar.

***

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Leia também: Pobre Pedro ( e o tempo que passou.) ‣ Jeito de ver


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Mas, apenas a lua viu. A lua testemunha.

Imagem de Bruno por Pixabay

Vício Digital: A Armadilha dos Aplicativos

 

Imagem de Gary Cassel por Pixabay

Qual o seu bem mais valioso?

Imagine ter toda a riqueza do mundo e não ter tempo para usufruí-la.

Sim, tempo vale muito mais que dinheiro.

A falta de tempo dedicado à família tem produzido sociedades cada vez mais doentes, frágeis e instáveis.

Parte desse problema está ligada ao vício digital.

Vamos analisar este assunto.

Vício Digital: A Armadilha dos Aplicativos

O Impacto do Vício na Internet

O vício em aplicativos e redes sociais tornou-se uma preocupação crescente na sociedade atual. Plataformas como Instagram, Facebook, TikTok e X são projetadas para capturar e prender a atenção, o que leva muitas pessoas a um uso excessivo e, em vários casos, compulsivo.

Esse comportamento tem consequências significativas, afetando a saúde emocional, social e psicológica.

Um dos efeitos mais notáveis é a ansiedade. A necessidade constante de verificar notificações e atualizações provoca uma excitação emocional contínua, que se transforma em desgaste.

Pesquisas mostram que a exposição prolongada a estímulos digitais eleva o estresse e pode contribuir para transtornos de ansiedade.

Além disso, a pressão por manter uma imagem ideal nas redes alimenta a comparação e a insatisfação, fortalecendo um ciclo de insegurança.

Outro efeito comum é a solidão.

Paradoxalmente, redes que prometem aproximação podem gerar distanciamento.

A substituição de conversas reais por interações digitais empobrece os laços humanos. Relações presenciais tornam-se superficiais, e muitos acabam sentindo-se desconectados, mesmo cercados por uma rede virtual extensa.

Esse vício também compromete relacionamentos.

A distração constante dos dispositivos reduz a atenção em momentos sociais e familiares, prejudicando a comunicação e criando mal-entendidos.

Em muitos casos, o excesso de tempo diante da tela resulta em conflitos, ressentimentos e isolamento.


Como os Aplicativos Prendem a Atenção

O design das plataformas digitais não é aleatório. Empresas de tecnologia investem pesado em mecanismos capazes de prolongar o tempo de uso.

Uma das principais estratégias são os algoritmos personalizados.

Eles analisam cada clique, curtida e tempo de visualização para oferecer conteúdos alinhados ao perfil do usuário. Isso aumenta a chance de engajamento contínuo, mantendo a pessoa presa à tela por longos períodos.

Outro recurso poderoso são as notificações.

Sons, vibrações e alertas visuais acionam um senso de urgência. Mesmo longe do celular, muitos sentem a necessidade de conferir imediatamente o que chegou, criando uma rotina de checagem compulsiva ao longo do dia.

O design envolvente também desempenha um papel central.

Paletas de cores, animações, rolagens infinitas e botões estrategicamente posicionados são pensados para proporcionar prazer e estímulo visual. Cada detalhe é planejado para transformar o uso em hábito.

Essas estratégias combinam tecnologia, psicologia do consumidor e design de experiência.

O objetivo final é simples: manter o usuário conectado o maior tempo possível, aumentando as oportunidades de exibir anúncios e gerar lucro.


Histórias de um Vício

O impacto do vício digital aparece em situações cotidianas.

Em uma reunião de trabalho, um jovem executivo estava tão absorto em seu celular que não percebeu quando sua apresentação começou. Desprevenido, sua imagem profissional foi prejudicada. Um deslize aparentemente pequeno, mas que comprometeu sua carreira.

Em outro caso, durante um encontro social, uma jovem preferiu atualizar seu status em vez de conversar com amigos. O gesto foi interpretado como falta de consideração, gerando brigas e afastamento.

Na vida acadêmica, as consequências podem ser ainda mais severas.

Um estudante universitário, distraído constantemente com notificações, viu seu desempenho cair drasticamente. As notas baixas levaram a uma suspensão e a um quadro de ansiedade e depressão.

Esses exemplos mostram que o vício não se limita a um simples “passatempo exagerado”. Ele pode comprometer a vida pessoal, social e profissional de forma profunda.


Quem Lucra com o Vício

O vício digital não é apenas um fenômeno comportamental; é também parte de um modelo de negócios altamente lucrativo.

O tempo que passamos conectados é convertido em receita publicitária.

Quanto mais tempo navegamos, mais anúncios vemos. Os algoritmos, portanto, não são apenas ferramentas de personalização, mas instrumentos de prolongamento da atenção.

Relatórios recentes confirmam: o aumento do engajamento nas redes está diretamente ligado ao crescimento das receitas das empresas de tecnologia. Trata-se de um ciclo calculado, onde cada minuto diante da tela representa lucro.

Os influenciadores digitais também se beneficiam desse mecanismo.

Muitos produzem conteúdos que incentivam a permanência constante nas plataformas.

Com patrocínios, marketing afiliado e publicidade indireta, transformam engajamento em ganhos financeiros.

Essa engrenagem reforça o ciclo: quanto mais consumo digital, mais lucros para empresas e criadores.

Enquanto isso, o usuário, motivado por estímulos incessantes, permanece preso ao que deveria ser apenas uma ferramenta.


A Complexa Rede da Dependência

O vício digital mostra que a relação entre seres humanos e tecnologia é mais complexa do que parece.

As plataformas, que nasceram para conectar, acabaram criando novas formas de isolamento.

Ao mesmo tempo em que oferecem entretenimento, informação e interação, aprisionam em ciclos de ansiedade, comparação e consumo contínuo.

É claro que a tecnologia também trouxe avanços extraordinários.

Mas ignorar seus efeitos negativos seria fechar os olhos para um problema crescente. A reflexão se faz necessária: como estabelecer limites em um ambiente que foi projetado justamente para que não os tenhamos?

A resposta pode estar no equilíbrio.

Usar as redes com consciência, estabelecer pausas, buscar interações reais e cultivar momentos offline. Pequenos gestos podem ajudar a recuperar a autonomia diante de sistemas que exploram nossas vulnerabilidades emocionais.


Conclusão

O vício digital não é um problema individual, mas social.

Ele envolve usuários, empresas e influenciadores em uma engrenagem movida pelo lucro.

Se, de um lado, gera bilhões para a indústria, de outro corrói a saúde mental e as relações humanas.

Entender essa dinâmica é o primeiro passo para escapar da armadilha.

Afinal, a tecnologia deveria servir à vida, e não o contrário.

Leia também: A Importância do Amor Próprio e da Aceitação ‣ Jeito de ver

Todos os adolescentes são viciados em redes sociais?

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A ilusão do brilho… Vaga-lume.

alt="Ouriço escondido entre folhas secas no outono"

Imagem de Anthony Jarrin por Pixabay

Introdução:

Às vezes, é no silêncio da noite e na simplicidade de um jardim que surgem as reflexões mais profundas.

Entre formigas silenciosas, grilos repetitivos e o brilho passageiro de um pirilampo, este pequeno texto convida à contemplação da vida que pulsa discretamente à nossa volta — e dentro de nós.

Nesta breve alegoria, o vaga-lume se torna símbolo da efemeridade do brilho, da ilusão de grandeza, e da fragilidade dos instantes em que buscamos ser mais do que somos.

Será que, ao brilhar, deixamos de ver o mundo?

***

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Leia também: Voo efêmero – um breve encontro ‣ Jeito de ver

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Reconciliação (Coisas do passado)

Imagem de Otávio Trinck por Pixabay

Reconciliação (Coisas do passado)

Dona Maria
Sentada à porta
Na porta
algumas chaves
E entre as chaves
a mais antiga,
de aro bordado
e de cor escura
Que lhe abre os segredos

No baú escuro
Fotografias desbotadas
Memórias desbotadas
de momentos felizes
E segredos velados
De uma noite sob o luar
O convite para dançar
Até o adeus repentino…
de momentos
Que se prefere esquecer.

Dona Maria
suspira
revira a fotografia
Procura personagens
presos na memória
Até onde a memória vai ?
Não tão longe quanto os sonhos…

Do baú escuro
Retira a fotografia
e beija silenciosamente…
Olhando para o céu
suspira como numa prece
Como num desabafo
Por apenas mais um momento
Um reencontro.
rogando a paz
para o presente
para o futuro…e dorme
no mundo que sonhou encontrar…

Fazendo as pazes com o passado.

Leia mais: Varandas vazias e tradições perdidas ‣ Jeito de ver

 

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Enquanto a Música Tocava ( O Fim do Baile)

alt= O cantor e a bailarina.
O amor nos antigos bailes

Enquanto a música tocava

Dentre as poucas coisas que consigo me lembrar, estão ainda os cabelos negros, dançando ao som da música, e eu torcia para que a música jamais acabasse.

Era como se o sonho fosse real e estivesse lá, ao alcance das mãos…

Este é um trecho da crônica presente no livro
Crônicas do Cotidiano – Um Novo Jeito de Ver
Disponível na Amazon e Clube dos Autores

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Como Ler um Poema? ( Como a vida deve ser)

Sem complicações…

Assim como a vida, os poemas não precisam ser complicados.

Um mundo de palavras, histórias e sentimentos cabe nas poucas palavras de um pequeno poema…

e cada um conta a sua história.

Se você sofreu, amou, perdeu, superou — tudo pode estar lá, nas pequenas palavras.

Mas… como ler um poema?

Este é um trecho do texto presente no livro
Crônicas do Cotidiano – Um Novo Jeito de Ver
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Discurso de Ódio nas Redes Sociais

Alguém algemado digita num teclado.

Uma análise crítica sobre como as redes sociais têm contribuído para o empobrecimento do debate público — e o que podemos fazer para resgatar o diálogo, a empatia e o pensamento crítico em tempos de algoritmos e radicalismos.

Quantas vezes você já curtiu ou compartilhou algo sem verificar a veracidade da informação?

Por que nas redes sociais o ódio viraliza mais que a empatia?

Analisaremos estas perguntas no texto a seguir.

O empobrecimento do debate

Um breve exame de postagens nas redes sociais revela o empobrecimento do debate público, marcado pela proliferação de páginas especializadas em ataques pessoais e disseminação de fake news.

Com o avanço da chamada “cultura da lacração”, cresce o número de pessoas manipuladas como massas de manobra na propagação do ódio.

Um artifício comum desses grupos é atacar pessoas sob a bandeira da defesa de princípios morais, tratando a calúnia como virtude. Diante de questionamentos sérios e da ausência de argumentos, recorrem a memes.

Mas por que isso acontece?

O jogo manipulado das redes

Muitos desses comportamentos se explicam pelo domínio das redes sociais sobre o comportamento humano.

Algumas estratégias são amplamente conhecidas por quem manipula o debate:

1. Emoções negativas geram mais reações

O cérebro humano reage mais intensamente a conteúdos negativos.

Isso se chama negativity bias, uma predisposição natural a prestar mais atenção ao que ameaça ou incomoda.

2. Algoritmos priorizam engajamento, não qualidade

Plataformas como Facebook e Instagram promovem o que gera reação — seja like, raiva ou indignação.

Conteúdos polêmicos tendem a receber mais interações, aumentando sua visibilidade.

3. Ataques pessoais ampliam o alcance

Postagens que criticam pessoas ou grupos geram identificação ou rejeição imediata. Quem concorda compartilha, quem discorda rebate — ambos alimentam o engajamento.

4. As redes favorecem os extremos

As bolhas digitais reforçam discursos radicais como afirmações de identidade de grupo. Isso cria um ciclo de repetição que torna opiniões extremas cada vez mais visíveis.

5. Conteúdos construtivos crescem lentamente

Páginas que promovem arte, cultura, reflexão e conhecimento tocam menos nas “emoções quentes” e mais no pensamento crítico.

Por isso, seu crescimento é mais demorado.

Vamos desenvolver melhor essa questão.


A ascensão do discurso de ódio nas redes sociais: um estudo crítico

A dinâmica do engajamento

O funcionamento das redes sociais é baseado na amplificação de conteúdos que provocam reações emocionais intensas.

O debate nas redes.

Quanto mais visceral a reação, mais tempo o usuário permanece na plataforma.

Nesse ambiente, o discurso de ódio alcança mais visibilidade que o diálogo construtivo, criando um ciclo vicioso: o engajamento impulsiona o conteúdo ofensivo, tornando-o ainda mais presente.

Publicações que atacam pessoas ou grupos geram mais interações do que elogios ou debates ponderados.

Com isso, as redes priorizam quantidade de reações em vez de qualidade das discussões.

Um espaço que prioriza o conflito

As plataformas acabam moldando o comportamento dos usuários para favorecer conteúdos que causam choque, indignação e divisão.

É um ambiente onde a razão cede espaço à emoção — e, frequentemente, à violência simbólica.


Por que as pessoas entram nessa?

Teorias como a da frustração-agressão explicam parte desse fenômeno: em tempos de crise, a raiva e o medo se intensificam, levando as pessoas a buscar narrativas que validem seus sentimentos.

Grupos que disseminam discursos polarizadores criam um senso de pertencimento emocional, mesmo que prejudicial.

A Teoria da Identidade Social também ajuda a compreender esse cenário:

os indivíduos tendem a se identificar com grupos que compartilham suas crenças, e a desumanizar os que pensam diferente, aceitando com mais facilidade ataques e discursos de ódio.

Desconexão e isolamento

O espaço virtual, em vez de aproximar, muitas vezes isola.

Construímos identidades digitais que priorizam o individualismo, o medo e a raiva — o que prejudica o diálogo e a empatia, minando relações sociais e criando ciclos de violência emocional.


Reflexão

O aumento da hostilidade nas redes levanta questões profundas sobre a natureza do debate e a ética das interações online.

Plataformas que poderiam ser espaços de troca de ideias tornam-se arenas de ataques.

A argumentação racional é silenciada por gritos virtuais, e a diferença de opinião vira motivo de ofensa.

A filosofia nos lembra que ações têm consequências. Ignorar o discurso de ódio contribui para sua normalização e para a erosão do respeito mútuo.

O que é, afinal, um debate inteligente?

Debater com inteligência é mais do que respeitar opiniões: é buscar a verdade com justiça e empatia. Isso exige disposição para ouvir, reconhecer falhas e manter a civilidade como base do diálogo.

A trivialização dos temas importantes é um efeito direto do barulho extremista.

Perdemos a capacidade de discernir o que merece nossa atenção. Em vez de pontes, erguemos muros.


Caminhos para enriquecer o debate inteligente

É urgente enfrentar o discurso de ódio com ações conscientes, educativas e colaborativas. O desafio é de todos: indivíduos, coletivos e plataformas.

Empatia como ponto de partida

Compreender o outro mesmo na divergência é o primeiro passo. Campanhas que estimulem a empatia nas redes podem fazer a diferença.

A importância da escuta ativa

Ouvir com atenção, sem interromper ou desqualificar, é essencial. Workshops e projetos educativos devem reforçar essa prática, promovendo o diálogo respeitoso.

Crítica construtiva e pensamento crítico

Criticar com respeito e argumentação sólida é uma alternativa ao ataque.

Ensinar jovens a lidar com a informação, reconhecer a desinformação e valorizar a diversidade de pensamento é papel urgente da educação.

Programas escolares que tratem da cidadania digital ajudam a formar uma geração mais preparada para construir espaços de debate mais justos e saudáveis.


Curiosidades

  • Você sabia que muitos perfis que promovem ataques e fake news são falsos?

  • Que as fake news são desenhadas para ativar o senso de justiça das pessoas, o que as faz compartilhar impulsivamente?

  • Que cada curtida, comentário ou compartilhamento em resposta a uma calúnia ajuda a aumentar o alcance dessa mentira?

  • Que é possível denunciar postagens diretamente na plataforma e buscar reparação judicial se nenhuma medida for tomada?

  • E que muitos partidos políticos relutam em criminalizar as fake news porque dependem delas para manter relevância?


Enquanto a educação digital não alcança a maioria — e isso pode levar tempo —, a regulação das redes se torna urgente e inadiável.

Leia também: “Notícias na Era Digital (Viés e informação) ‣ Jeito de ver

Você já foi vítima de discurso de ódio nas redes?

Compartilha ou responde as provocações nas redes sociais?

Comente aqui, no Jeito de Ver.

Querido leitor:

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© Gilson da Cruz Chaves – Jeito de Ver Reprodução permitida com créditos ao autor e ao site.