A pequena bailarina (pequenos versos!)

Bailarina ao ar livre. Uma poesia à dedicação.

Imagem de Anja por Pixabay

À Professora de Balé

Bailarina

A pequena bailarina

A pequena bailarina

Flutua, com graça

Mas, dentro dessa beleza

O que será que se passa?

Pés mais leves que o ar

Pisando em partículas do nada

Mas, dentro dessa beleza

O que será que se passa?

Este é um trecho da poesia presente no livro
Crônicas do Cotidiano – Um Novo Jeito de Ver
Disponível na Amazon e Clube dos Autores

Leia mais em: E quando ela passa… ( A poesia no andar) – Jeito de ver.

Um pouco de preguiça (um poema)

Despertador. Os momentos de tédio são preguiçosos. Uma poesia sobre aproveitar o tédio.

Imagem de Jan Vašek por Pixabay

 

Momentos para contemplar

Gilson Cruz

Preguiçosa como as Segundas

O Ritmo dos Sentimentos

A ansiedade caminha,
a tristeza senta,
mas a alegria tem pressa,
não quer esperar.

O Tempo Preguiçoso

Preguiçosa
como todas as segundas,
passam as horas de angústia
e o nada se encaixa no vazio,
sem imaginação.

E os pensamentos querem voar,
voar como as horas voam
na presença da pessoa amada
e nos bons momentos.

Voar como o tempo da canção,
das notas.
E também andar,
mas sem pressa.

A Contemplação

Preguiçosamente,
contemplar também o que há de bom…

O nascer de um dia de sol,
as diferentes nuvens
de um dia de chuva.

Um bom livro,
uma boa música,
a melhor companhia,
a noite,
e o dom da vida…

 

Veja mais em A esperança (Poesia de resistência) ‣ Jeito de ver

 

 

 

 

 

 

 

Um dia no museu Paraguaçu (Informativo)

Uma pessoa num banco. Um texto sobre o pequeno Museu da Comunicação em Iaçu - Bahia,

Imagem de Daniel Nebreda por Pixabay

Uma breve visita ao museu Paraguaçu

“O futuro já se faz presente, mas é o passado que serve de fundamento para o que vemos hoje”.

Essa é a verdade que define um museu: a criação de um amanhã ainda mais esplêndido.

Um sonho trazido à realidade pelo visionário Adalberto de Freitas Guimarães, pensado para que possamos desacelerar e valorizar a vida e a história, peças-chave para entendermos de onde viemos e para onde vamos.

Esse projeto tem atraído a atenção de turistas e moradores da hospitaleira Iaçu, localizada a 279 km de Salvador, a capital da Bahia.

Independente de patrocínios, movido por uma determinação inquebrantável, o Sr. Adalberto segue ampliando sua coleção de objetos que narram a evolução da comunicação e das artes.

E como ele mesmo, com um sorriso no rosto, gosta de dizer: “O futuro se torna mais fascinante quando temos um passado para explorar!

Conheça um pouco do acervo do museu Paraguaçu.

Raridades do Museu da Comunicação e Arte em Iaçu/BA
Relógio antigo.

O tempo…

Relógio em forma de Bicicleta.

O tempo não para…

Primeira bicicleta do Município

Primeira bicicleta do Município

Câmeras Fotográficas e Mídias

Como seus avós ouviam aquele “som-zinho” e as notícias da época?

Conheça o acervo de rádios do Rio Paraguaçu. Você vai ouvir um monte de histórias incríveis!

Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Para você que ama uma “selfie”, já conhece o famoso “lambe-lambe”? Sim, esse é o nome, para saber o por quê visite o museu.

Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Câmeras fotográficas.

Cortesia do Museu da Comunicação de Iaçu.

Um antigo rádio de madeira.

Rádio antigo.

Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Você talvez se pergunte ao ver este rádio: Meu Deus, de onde é que vem isso?

Onde eu aperto para baixar músicas? – Conheça a história, você vai gostar.

Antiga máquina de escrever.

Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Que tal um pouco de digitação? Conheça a incrível máquina de escrever!

Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Ou quem sabe fazer aquela ligação?

Você talvez se pergunte: “Como é que faziam pra escrever as mensagem do whatsApp na época?”

Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Esse é o “gramophone com ph.

Naquele tempo, se escrevia farmácia com ph.

E hoje como se escreve?

Seção de brinquedos antigos
Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Cortesia Museu da Comunicação e arte de Iaçu

Um máquina ferroviária, do artista: “Bugaiau”

E para finalizar…
Sede do Museu e Radio Paragauçu

Turista fazendo visita ao Museu.

… um turista aproveitando a oportunidade.

Um homem e um projeto, você já imaginou o quão longe ainda se pode ir com o apoio de setores públicos e privados?

Apoiar a cultura e a arte é investir no futuro.

Caro leitor, seu apoio é importante.

Visite o Museu Paraguaçu e veja muito mais!

Leia também Uma breve história da Comunicação – Jeito de ver.

Nota:

Adalberto de Freitas Guimarães veio a falecer no dia 18/01/2025, dois anos após esta matéria. Uma grande perda.

O amigo Adalberto de Freitas Guimarães, além de fundador da Rádio Rio Paraguaçu, foi o idealizador do Museu de Iaçu.

Também se destacou como um grande incentivador do nosso site, Jeito de Ver (www.jeitodever.com).

Seu nome estará eternamente associado à história da Cultura e da Comunicação em Iaçu-BA.

Que sua memória continue a inspirar os habitantes desta cidade que ele tanto amou ao longo de sua vida.

Jeitodever.com

O dia a dia (Mais um poema simples)

Despertador. Um poema do dia a dia, em poucas palavras.

Imagem de Jan Vašek por Pixabay

 

Gilson Cruz

 

O despertador

O sono

A preguiça

O espreguiça

Os pés caindo da cama

o tropeçar nos chinelos

As mãos buscando a parede

Este é um trecho da crônica presente no livro
Crônicas do Cotidiano – Um Novo Jeito de Ver
Disponível na Amazon e Clube dos Autores

O dia a dia (Um poema simples) ‣ Jeito de ver

 

 

 

 

 

 

Jeito de ver – Um novo jeito – o seu!

Imagem de Dawnyell Reese por Pixabay

Olá e bem-vindo ao Jeito de Ver!

Este é o nosso espaço dedicado à arte como uma poderosa expressão da cultura e da essência humana. Aqui, mergulhamos em poesias, exploramos músicas, desvendamos histórias e oferecemos análises, sempre com uma dose de bom humor.

Sinta-se à vontade para explorar e compartilhar as diversas manifestações artísticas que tornam nossa jornada única e enriquecedora.

Vamos juntos descobrir o fascinante mundo da arte no Jeito de Ver!

Gilson Cruz

Conselhos a um jovem (pra quê a pressa?) ‣ Jeito de ver

A música como produto e arte – uma história!

Um disco na vitrola. Um texto sobre a Música como um produto.

Imagem de Essexweb1 por Pixabay

 

A música como produto e arte – uma história

Você já teve a sensação de constante déjà vu ao ouvir algumas músicas?

Pois é… essa sensação, cada vez mais comum, tem uma explicação simples: a música também é um produto comercial!

E como todo produto, quando algo dá certo, vira fórmula.
Se um estilo estoura, logo aparece um monte de outros na mesma linha.

Mas será que isso tira o valor da música como arte?

Vamos conversar um pouco sobre isso.
Porque por trás das tendências e repetições, há também emoção, memória, identidade e cultura.
Vamos nessa?

A música como produto e arte – uma história

Você já teve a sensação de constante déjà vu ao ouvir algumas músicas?

Bem, essa sensação cada vez mais comum se dá por um motivo: a música é um produto comercial!

Isso significa que, se um estilo fizer sucesso, ele será copiado.

Vamos explorar um pouco este tema.

Explorando a Melodia ao Longo do Tempo

A música, essa forma única de arte, está ao nosso alcance através de diversas plataformas que oferecem uma vasta seleção de artistas e estilos musicais.

Hoje em dia, temos a liberdade de montar playlists personalizadas, algo inimaginável nos tempos em que só tínhamos as rádios como fonte – e isso é fantástico!

Nas décadas de 80 e 90, aguardávamos ansiosamente o locutor de voz bela e marcante anunciar o próximo hit.

Com o gravador pronto, os botões “REC” e “PLAY” acionados, tudo corria bem até que, ao fim da música, o infeliz interrompia informando a hora e o nome da estação, estragando a gravação. Que época incrível!

Cada cantor tinha a sua própria maneira de interpretar canções.

Canções e cantores de diferentes estilos ocupavam a mesma programação – a arte musical em sua forma plena.

A música, como forma de arte, é rica em emoções variadas e oferece inúmeras interpretações ao público.

Ela se adapta a cada indivíduo, proporcionando o significado que procuramos, e reflete a cultura de cada época.

A arte é dinâmica, ajustando-se e evoluindo de forma natural, aprimorando tendências e traços. Esse mesmo processo se manifesta no mundo da música.

Um Passeio no Tempo

Vamos voltar ao início da década de 1960. Lá observamos o declínio do Rock’n Roll:

Elvis Presley estava no exército americano, sem a rebeldia anterior; Little Richard quase abandonou a música; Chuck Berry enfrentava problemas com a justiça; e Jerry Lee Lewis caía em desgraça por seu comportamento volátil e um escândalo matrimonial.

Ícones promissores como Buddy Holly, Richie Valens e Big Bopper morreram em um trágico acidente aéreo. Parecia que o mundo do Rock estava à deriva.

Contudo, na Inglaterra, jovens se encantavam com o Rock’n Roll que adormecia nos EUA.

Nascia o Rock Britânico, com bandas como The Beatles, The Hollies, The Rolling Stones, Gerry and the Pacemakers, The Dave Clark Five, The Swinging Blue Jeans e The Kinks, cada uma trazendo seu estilo distinto.

Foi assim que o Rock’n Roll reconquistou o mundo.

No Brasil, bandas notáveis como Os Incríveis, Renato e seus Blue Caps, The Fevers, Os Carbonos e The Sunshines surgiram, cada uma imprimindo seu legado. A música se transformava em mercadoria, com as gravadoras lançando sucessos formatados até que uma nova onda musical emergisse.

Analisando e Copiando Tendências

O mundo da música é conhecido por suas cópias e imitações – assumindo a forma de produto.

Era comum, em décadas anteriores, gravadoras investirem em cantores de estilos e vozes parecidos.

Alguns grupos se inspiraram nos Beatles; cantores tiveram Elvis como referência – e isso é saudável.

Na década de 1980, a boyband porto-riquenha Menudos se tornou febre nas Américas.

Embarcando na fórmula de sucesso, muitas e muitas boybands no mesmo estilo foram formadas.

No Brasil, nos anos 1990, vimos cantores sertanejos da época seguindo a mesma temática, cortes de cabelo e calças apertadas.

Após a febre sertaneja, surgiram grupos de pagode no rastro do Raça Negra, assim como grupos de lambada, no final da década de 1980, seguiram a onda do Kaoma.

Seguindo a Tendência

Seguir ou não uma tendência pode significar o sucesso ou o insucesso.

Artistas consolidados tendem a insistir nos seus estilos característicos.

Por outro lado, artistas novos experimentam os seus minutos de fama e partem para o esquecimento.

Ao analisar a música como arte e produto, não se pode esquecer algo importante:

O sucesso é copiado como produto, mas cada cópia é um retrato de uma época. São importantes para explicar o contexto histórico, tendo o seu valor – para o bem ou para o mal.

Apreciemos e entendamos como ela reflete nosso contexto histórico e cultural, sempre evoluindo e se adaptando, marcando as páginas da nossa história musical.

 

Gilson Cruz

Veja mais em A música atual está tão pior assim? ‣ Jeito de ver

 

 

 

Sexta-feira ( Uma simples poesia)

Um calendário em branco. Um texto sobe as pequenas coisas de um dia comum.

Imagem de Dorothe por Pixabay

Introdução :

Nem todo dia começa com sol alto ou ânimo de sobra.

Às vezes, é só mais uma manhã apressada, dessas que parecem iguais a tantas outras. Mas, se a gente repara bem, até numa sexta-feira comum o tempo desacelera e revela pequenas belezas — um céu azul quieto, o som dos passarinhos, o silêncio que antecede a cidade.

Este poema é isso: uma travessia entre o automático e o instante presente, entre a pressa e a pausa. Porque, no fundo, a vida vai passando… e nem sempre com pressa.




Sexta-feira


Acordei numa pressa daquelas e o sol ainda dormia
A cidade estava silenciosa, meu cachorro não latia
Não senti um dia especial,
nem era carnaval.
Seria apenas mais um dia.
Levantei, tropecei nos chinelos
que dormiam aos pés da cama,
caí
e nem pensei na semana…
Apenas, mais um dia normal.
Mas, é verão e
a manhã mais uma vez, como disse o Caetano, nasceu azul.
Olhei o violão no cantinho da sala, não pude compor, cantar
ou tocar o instrumento
e saí enquanto poucos estavam acordados.
E o sol começou a brilhar.
As cores se assentaram,
as nuvens se assentaram lá no horizonte
e a minha pressa acabou.
Os passarinhos na praça acordaram,
Os cachorrinhos no quintal também despertaram
e as vozes tomaram conta das ruas…
e a minha pressa acabou.
E à noite, um céu de estrelas
sem pressa, sem som, sem nada
enquanto as estrelas dançam e
me recuso a olhar a estrada
o tempo passa…
a vida passa.

 

…a vida passa, sem pressa.

Veja também Um dia no museu Paraguaçu (Informativo) ‣ Jeito de ver

Conselhos a um jovem – pra quê a pressa?

Viver o presente. Menino brincando, correndo no campo. Um texto sobre viver o presente.

Imagem de andreas160578 por Pixabay

 

Menino, pra quê tanta pressa em crescer?
Pra quê toda essa pressa em conquistar e mudar o mundo?
Vive teus dias sem a dor de trazer o futuro,
visualiza um mundo que ainda nem nasceu…
Imaginar é bom!

***

Quer ler o texto completo? Ele está no livro “Crônicas do Cotidiano – Para Continuar a Estrada”, atualmente em pré-lançamento no Clube dos Autores.

 

Leia também Um Professor (os desafios de um educador!) › Jeito de ver

 

Dezembro – História do mês e curiosidades

Imagem de Firmbee por Pixabay

Enfim, Dezembro chegou, trazendo junto um fim de primavera tão quente quanto o meio do verão neste lado do hemisfério.

Com certeza, o último mês do ciclo anual traz também as promessas que serão feitas ( e esquecidas no primeiro dia do mês seguinte, do ano seguinte!) e desejos de paz.

Dezembro, traz esse clima de esperança, de alegria, de partilha… E todos nós sabemos o porquê.. Sabe quem nasceu em Dezembro?

Isso mesmo, Ludwig Van Beethoven (1770), Olavo Bilac (1865), Edit Piaf (1915), e a Rainha do Rock Nacional, no último dia do calendário de 1947, Rita Lee.

Muitos responderiam “Jesus Cristo”, embora seu aniversário seja celebrado no dia 25 de Dezembro, ele não nasceu nesta data.

Veja no link a seguir: Tradições – o que se precisa saber? ‣ Jeito de ver

Mas, nem por isso a história se torna menos interessante. Vamos lá?

História e origem do nome

Dezembro é o décimo segundo e último mês do ano no calendário gregoriano, com 31 dias.

O nome vem do latim decem (dez), pois era o décimo mês do calendário romano, que começava em março.
No calendário romano, dezembro era parte de um calendário lunar de 354 dias.

Em 153 a.C., o início do ano foi antecipado para janeiro, o que desconectou o nome do mês da contagem. Sob o imperador Cómodo, dezembro foi renomeado como Exsuperatorius, mas voltou ao nome original após sua morte.

Antigas tradições e nomes

O antigo nome alemão de dezembro é Julmond, derivado de Julfest, celebração germânica do solstício de inverno.

Outros nomes incluíam Christmonat (mês cristão) e Heilmond (mês da salvação), devido ao Natal.

Na cristandade, o ano litúrgico começa no primeiro domingo do Advento, que pode cair no final de novembro ou início de dezembro.

Características astronômicas e calendário

Em 21 ou 22 de dezembro, ocorre o solstício de inverno no hemisfério norte e o solstício de verão no hemisfério sul.

Neste dia, o Sol está diretamente sobre o Trópico de Capricórnio (latitude 23°26,3′ sul). É o dia mais curto do ano no hemisfério norte e o mais longo no hemisfério sul.

O mês sempre começa no mesmo dia da semana que setembro.

Se 29, 30 ou 31 de dezembro for uma segunda-feira, a semana seguinte se estende para o próximo ano, totalizando 52 semanas corridas.

Tradições e datas comemorativas

1º de dezembro: Dia Mundial de Combate à AIDS, que visa alertar a sociedade sobre a prevenção e o cuidado com os portadores da doença.

10 de dezembro: Dia Internacional dos Direitos Humanos, instituído em 1950 para comemorar a Declaração Universal dos Direitos Humanos.

25 de dezembro: Natal, celebração cristã do nascimento de Jesus Cristo.

É um dos feriados mais importantes do ano, marcado por reuniões familiares, orações, ceias e troca de presentes.

31 de dezembro: Réveillon, a passagem de ano, celebrada com festas, fogos de artifício e reuniões em praias ou espaços públicos.

Campanhas e temas do mês

Dezembro destaca diversas campanhas importantes:

Dezembro Vermelho: foco na prevenção da AIDS e outras ISTs.

De acordo com o Ministério da Saúde, nos últimos dez anos, o Brasil diminuiu em 25,5% a taxa de mortalidade por AIDS, de 5,5 para 4,1 mortes por 100 mil habitantes.

Em 2022, foram contabilizados 10.994 óbitos, uma redução de 8,5% em relação a 2012, correspondendo a cerca de 30 mortes diárias. Dentre esses óbitos, 61,7% eram de pessoas negras.

Desde 2015, a maioria dos casos de HIV tem sido em indivíduos pardos e pretos. Estima-se que um milhão de brasileiros sejam portadores do HIV, sendo 650 mil homens e 350 mil mulheres.

No entanto, as mulheres têm enfrentado resultados mais adversos no tratamento: taxas menores de diagnóstico (86%), tratamento (79%) e supressão viral (94%) em comparação com os homens.

Dezembro Laranja: conscientização sobre a prevenção do câncer de pele.

A estimativa de novos casos no Brasil é de 8.450, sendo 4.200 homens e 4.250 mulheres (2020 – INCA).

O número de mortes no país foi de 1.978, com 1.159 homens e 819 mulheres (2019 – Atlas de Mortalidade por Câncer – SIM).

Os principais fatores de risco para o câncer de pele não melanoma incluem:

– Pessoas de pele clara, olhos claros, albinos ou que são sensíveis à ação dos raios solares;

– Histórico pessoal ou familiar de câncer de pele;

– Doenças cutâneas prévias;

– Trabalho sob exposição direta ao sol;

– Exposição prolongada e repetida ao sol;

– Uso de câmeras de bronzeamento artificial. – Fonte: www.gov.br

Dezembro Verde: luta contra o abandono e os maus-tratos de animais. Veja O problema são esses cachorros… ‣ Jeito de ver

Significado social e cultural

Dezembro é o mês de reuniões, festas de fim de ano e retrospectivas dos acontecimentos do ano, que a gente lembre e leve um monte de coisas boas para o novo ciclo!

É também o momento de traçar metas para o ano seguinte e claro, não esquecer de se esforçar a alcançá-las…

O som do silêncio… o fim de um sonho!

Imagem de Miroslav Ivanovic por Pixabay

Sinceramente, estou sem palavras…

Num desses dias quentes, enquanto limpava a área em frente à minha casa, ouvia com atenção as palavras do amigo Marinaldo.

Os dreads grisalhos eram registros de uma longa história de amor à música, a pele escura era o livro que registrava todo o preconceito e injustiça que sofreu na vida, e os passos lentos talvez fossem a única forma de mostrar que não mais se apressava…

Que precisava andar, planejar melhor seus dias.

Sua voz forte e mansa falava pouco do passado, mas se animava ao contar seu histórico como músico.

Sim, o Marinaldo fora músico por muito tempo. Excelente contrabaixista, baterista, já bancou o vocalista em algumas ocasiões, como ele costumava dizer. Ele era mais conhecido como “Alô Bahia”.

Vivia sozinho numa casa branca na Rua do Chaveiro e criava um valente cachorrinho branco, que obedecia prontamente às suas ordens.

As noites de sexta e sábado eram regadas por belas músicas que ele cultivava em sua coleção, pérolas que iam desde os anos 1960 até os dias atuais.

Às vezes, sentava-se à sua porta com um violão mogno, acompanhando as canções que saíam das caixas de seu velho MP3.

Costumava reclamar da qualidade das músicas atuais, dizia serem canções preguiçosas, repetitivas, monótonas… E ria ao lembrar dos variados estilos que lutavam por espaço em décadas passadas, quando, junto aos velhos companheiros de banda, buscava algo novo para ensaiar.

Lembrava com saudade de algumas bandas que teve o prazer de integrar.

As memórias

Falar do talento da Banda Legenda trazia risos e histórias de viagens, plateias dançantes e pouco dinheiro… Ser músico não dava dinheiro. Era muita estrada, muito estresse acumulado, muitos contratos malfeitos e, por fim, muita confusão.

Falar dos problemas da estrada era uma maneira de fazer as pazes com o passado.

Ele ria ao contar que, em uma das bandas que participou, havia um músico que era “muito estrela”. A banda era boa: bons guitarristas, tecladistas, bateristas, backing vocals, aparelhagem… Mas o problema era “o estrela”.

Num dos episódios, o lead singer se empolgou tanto com a própria interpretação que saiu recolhendo os microfones dos cantores de apoio, terminando a música cantando em quatro microfones ao mesmo tempo. Ele ria ao dizer que o baterista queria arremessar as baquetas na cabeça do cantor!

Falava com imenso carinho da Banda Doce Magia, onde também teve o prazer de tocar. Contava sobre companheiros que se divertiam com a música e sobre as viagens e shows que fizeram.

Desse tempo, lamentava apenas não ter nenhuma gravação ou fotografia da época, especialmente do dia em que se apresentaram no antigo clube dos ferroviários. Isso apenas!

Lembrava não mais com tanta saudade de outras bandas que integrou.

Talvez percebesse tardiamente que as pessoas não eram tão amigas ou legais quanto ele acreditava no início.

Para exemplificar, contou que uma nova banda em formação o convidara para participar do projeto. Animado com o espírito da banda, abraçou o projeto, mas a competitividade entre os membros era tão grande que ele perdeu o entusiasmo.

Noutra ocasião, enfrentava problemas pessoais e tomou um porre antes do ensaio. A banda o dispensou.

Para narrar suas histórias, costumava usar seu vocabulário próprio: “Por causa de mauriçagem é que essas coisas acontecem…

O novo projeto

Entre risos e casos, me contou seu mais recente projeto:
– Irmão, não vou mais tocar numa banda. Hoje eu quero é contratar um monte de meninos bons pra tocar e me concentrar nos contatos…

Sua nova e boa ideia era cuidar da carreira de novos talentos, ser algo que faltava nos seus dias.

Nutria seus sonhos ouvindo as velhas músicas, reformando instrumentos antigos e aparelhagens, enquanto ganhava a vida fazendo pequenos consertos e serviços de pedreiro na vizinhança.

Era imparável!

Sim, era imparável, mas seu coração não teve o privilégio de realizar aquele que seria talvez o seu maior sonho: viver de música.

Depois de tantas histórias, percebi que ele não me contara sobre seus filhos, sua família… E a entrevista agendada jamais será realizada.

Talvez a imaginação da fotografia da apresentação no antigo clube dos ferroviários fosse sua melhor recordação, o sonho de tocar naquele que era o melhor lugar da cidade, na era dos bailes. A sua realização!

Mas o silêncio deste dia, a falta de palavras, talvez mostre que as histórias se calam, que somente aqueles que viveram podem descrever de fato o que sentiram em suas aventuras.

E ele sentia felicidade!

Sim, felicidade.

Leia também: Banda Acordes – a Banda que não aconteceu ‣

© Gilson da Cruz Chaves – Jeito de Ver Reprodução permitida com créditos ao autor e ao site.