A Evolução da Indústria Fonográfica

A evolução da indústria fonográfica e o consumo de música.

Imagem de Bruno por Pixabay

O Walkman completou 40 anos neste dia 1º de julho. Primeiro reprodutor portátil da história, o aparelho da Sony marcou diferentes gerações, totalizando mais de 385 milhões de unidades vendidas. Além disso, ajudou a criar a cultura de ouvir músicas em qualquer lugar, hoje algo super comum com os smartphones.

O dispositivo nasceu a partir da necessidade de executivos japoneses de ouvir ópera durante os longos voos internacionais. Com o passar do tempo, seu impacto na cultura popular foi tão importante que o nome Walkman resistiu em outros produtos, mesmo após o fim do cassete. Confira a seguir dez fatos sobre o aparelho para comemorar os 40 anos do som portátil”.
– Extraído do site Techtudo.
O Walkman... O que seria do Mundo sem ele?

Walkman

 

Interessante, não é verdade?
Os meios de consumo de música evoluem a cada dia, então, que tal falarmos um pouco sobre a evolução da indústria fonográfica?
Vamos lá…
A Revolução Fonográfica

Ao longo dos anos, a indústria fonográfica passou por transformações drásticas. Desde os tempos dos discos de vinil até os atuais serviços de streaming, a maneira como consumimos música mudou radicalmente. A evolução não envolve apenas tecnologia, mas também a forma como a música é produzida, distribuída e consumida pelos ouvintes.

Do Vinil ao Digital

No início, os discos de vinil eram a principal forma de reprodução musical. Esses grandes e frágeis discos prestaram enormes serviços à cultura musical, mas trouxeram limitações, como a durabilidade e a qualidade do som. A chegada das fitas cassete nos anos 70 e dos CDs nos anos 80 trouxe praticidade e melhor qualidade de áudio.

Porém, a verdadeira revolução aconteceu com a chegada da internet e do formato digital. MP3s e plataformas de compartilhamento de música mudaram completamente o jogo. Agora, não só a portabilidade aumentava, mas também o acesso e a diversificação musical às amplas massas.

O Impacto na Nossa Vida

Sem a evolução da indústria fonográfica, a forma como interagimos com a música seria completamente diferente. Podemos imaginar um mundo onde ainda dependêssemos exclusivamente de aparelhos físicos para ouvir música, limitando nossa capacidade de acesso e descoberta de novos artistas e gêneros.

Além disso, a globalização musical que presenciamos hoje seria muito mais lenta.

Artistas independentes, que hoje fazem sucesso graças à facilidade de distribuição digital, teriam muito mais dificuldade para serem ouvidos. Sem essa evolução, a variedade musical que nós experienciamos diariamente seria muito menos diversificada.

O Futuro da Música

Olhando para o futuro, podemos esperar ainda mais inovações na indústria fonográfica. Tecnologias emergentes como inteligência artificial e realidade virtual estão começando a fazer seu caminho na produção e na experiência musical, prometendo revolucionar ainda mais a forma como criamos e consumimos música.

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Walkman faz 40 anos: veja curiosidades sobre aparelho ‘febre’ nos anos 90 (techtudo.com.br)

Furacões – Histórias e Curiosidades

Conheça a um pouco da história dos furacões.

Por que os furacões recebem nomes de pessoas?

Arlene, Bret, Cindy, Don, Emily, Franklin, Harvey, Beatriz, Calvin, Dora, Eugene, Fernanda, Greg, Hilary, Irwin e Kenneth… a lista é extensa!

Quem são essas personalidades?

Veja a manchete a seguir:

Em 25 de junho de 2024, às 19:00, “o furacão Beryl” se formou no Atlântico Norte com uma velocidade de vento inicial de 28 km/h.

Todos os nomes mencionados referem-se a furacões.

Mas, qual é o motivo para se atribuir nomes a furacões nos Estados Unidos?

Vamos entender melhor…

Um furacão é um tipo de ciclone tropical caracterizado por ventos fortes que atingem velocidades de pelo menos 119 km/h, e é frequentemente associado a chuvas torrenciais e nuvens que se organizam em um padrão espiral.

Quando Começa e Termina a Temporada de Furacões nos Estados Unidos?

A temporada de furacões no Atlântico começa em 1º de junho e vai até 30 de novembro, impactando principalmente os EUA. Esse período foi definido com base na tendência histórica de formação de furacões, mas eles podem ocorrer fora dessas datas.

O Centro Nacional de Furacões (NHC), ligado à NOAA, é essencial na monitoração e previsão desses eventos.

Estados e cidades mais atingidos, como Flórida, Texas e Carolina do Norte, se preparam com antecedência, atualizando planos de emergência, realizando simulações de evacuação e se coordenando com agências e organizações de socorro

Como São Dados os Nomes dos Furacões?

A nomeação organizada de furacões começou nos anos 50 pela Organização Meteorológica Mundial (OMM), que criou listas padronizadas para esses eventos climáticos.

Originalmente, só se usavam nomes femininos, mas nos anos 70, a OMM incluiu nomes masculinos para promover igualdade de gênero. Desde então, os nomes alternam entre masculinos e femininos.

Há uma lista de nomes para cada ano, que se repete a cada seis anos.

A OMM elabora e mantém essas listas, escolhendo nomes fáceis de reconhecer e distintos para evitar confusão.

Os nomes seguem a ordem alfabética: o primeiro furacão da temporada começa com “A”, o segundo com “B”, e assim sucessivamente.

Quando o nome de um furacão é removido?

Se um furacão é particularmente devastador ou letal, seu nome é removido das listas em respeito às vítimas e para evitar conotações negativas.

Nomes como Katrina (2005) e Sandy (2012) foram retirados após causarem grandes estragos.

As listas são periodicamente revisadas para incluir nomes mais modernos e culturalmente apropriados.

Quando um furacão provoca danos significativos ou resulta em muitas mortes, seu nome é “aposentado” para evitar confusão e insensibilidade em eventos futuros.

A Organização Meteorológica Mundial (OMM) é encarregada de remover esses nomes das listas e substituí-los por outros.

Nomes de furacões com impactos memoráveis são retirados para evitar associações negativas em futuros eventos climáticos.

Por exemplo, o furacão Maria, que em 2017 causou destruição em massa em Porto Rico, resultando em milhares de mortes e um impacto econômico significativo, também teve seu nome aposentado.

Novos nomes são sugeridos pelos comitês regionais da OMM, que apresentam uma lista de nomes não ofensivos e de fácil pronúncia em diversas línguas.

Retirar os nomes de furacões do uso é crucial para garantir clareza e respeito em futuras previsões e relatórios meteorológicos, prevenindo confusões e prestando homenagem àqueles impactados pelos desastres naturais mais devastadores.

Relembrando os Furacões e Tornados Mais Violentos da História

Os Estados Unidos têm uma longa história de enfrentamento de furacões e tornados devastadores, eventos climáticos que muitas vezes resultam em perdas humanas significativas e danos econômicos extensivos.

Entre os mais notáveis estão o Furacão Katrina, o Furacão Harvey e o Tornado de Joplin, cada um deixando uma marca indelével na memória coletiva do país.

Furacão Katrina (2005): Formado em agosto de 2005, o Furacão Katrina rapidamente se intensificou, atingindo a categoria 5 no Golfo do México.

Após tocar terra como um furacão de categoria 3 perto de Nova Orleans, a cidade foi devastada devido à falha dos diques, resultando em inundações catastróficas.

O Katrina causou mais de 1.800 mortes e danos econômicos estimados em 125 bilhões de dólares, tornando-se um dos desastres naturais mais caros da história dos Estados Unidos.

Furacão Harvey (2017): Em agosto de 2017, o Furacão Harvey atingiu o Texas como um furacão de categoria 4.

Harvey é particularmente lembrado pela quantidade de chuva que trouxe, resultando em inundações históricas na área de Houston.

A tempestade permaneceu praticamente estacionária por vários dias, despejando mais de 60 polegadas de chuva em algumas regiões.

Os danos econômicos foram estimados em 125 bilhões de dólares, e o evento resultou em 107 mortes.

Tornado de Joplin (2011): Em 22 de maio de 2011, um tornado de categoria EF5 atingiu a cidade de Joplin, Missouri.

Com ventos superiores a 200 mph, o tornado devastou grande parte da cidade, resultando na morte de 158 pessoas e ferindo mais de 1.000.

O Tornado de Joplin é um dos tornados mais mortais da história recente dos Estados Unidos e causou danos estimados em 2,8 bilhões de dólares.

Esses eventos sublinham a necessidade de preparação e resiliência diante de fenômenos climáticos extremos.

Os esforços de recuperação, que muitas vezes envolvem anos de trabalho e bilhões de dólares, são testemunho do impacto duradouro que esses desastres podem ter sobre as comunidades afetadas.

Interessante, não é verdade? Há um alerta porém:

ALERTA:

“Mudanças nos ventos da alta atmosfera terrestre, provocadas pelo aquecimento da superfície marítima no Oceano Pacífico Oriental, são responsáveis pelo aumento previsto na frequência de furacões nas áreas costeiras”.

Aquecimento global aumenta a frequência dos furacões – Instituto Humanitas Unisinos – IHU.

Há a possibilidade do aumento de tais ocorrências.

Embora a probabilidade de eventos de grande magnitude ocorrer no Brasil seja pequena, não é impossível. A atividade humana predatória tem causado danos quase irreversíveis.

A ação baseada no conhecimento de tais fenômenos pode preservar vidas. As atividades de preservação podem salvar muito mais.

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Praça Honesto dos Santos – Uma crônica

"Praça Honesto dos Santos - Uma crônica" - Uma história pra contar nas praças.

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A cidade estava agitada com a chegada das novas eleições.

O cenário era de Copa do Mundo, ruas enfeitadas com santinhos e cartazes daqueles rostinhos que nem Photoshop e nem promessas de campanha conseguiriam harmonizar.

Mas, dessa vez, havia um probleminha: eram dois candidatos muito queridos pela população e, o pior, eram honestos e conseguiram grandes avanços na educação, saúde e empregos.

A população comemorava, mas estava angustiada por causa das dúvidas.

E agora: os dois candidatos à reeleição são exatamente idênticos, conseguiram os mesmos números, não perseguiram adversários políticos e dividem exatamente a mesma quantidade de votos válidos. Não é empate técnico, é exatamente um empate!

***

Quer ler o texto completo? Ele está no livro “Crônicas do Cotidiano – Para Continuar a Estrada”, atualmente em pré-lançamento no Clube dos Autores.

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Agosto – História e Curiosidades

Imagem de Marijana por Pixabay

E lá vem você com essa conversa estranha de que começou o mês do “Desgosto”! Sempre essa velha conversa!

Só porque um monte de coisas ruins aconteceram no mês de “Agosto” não significa que ele mereça essa pecha.

Sei que é por causa desta fama que as noivas raramente escolhem casar neste mês.

É verdade que, num mês de agosto, o presidente brasileiro Getúlio Vargas cometeu suicídio, Nagasaki e Hiroshima foram dizimadas por bombas atômicas estadunidenses, o Muro de Berlim começou a ser erguido, Pompeia desapareceu do mapa devido à erupção do Vesúvio e a rainha Cleópatra cometeu suicídio, segundo alguns historiadores ela se deixou picar…

Pois é, a belíssima cantora Whitney Houston e até mesmo Elvis Presley faleceram num mês de agosto!

Mas, antes que eu também caia em desgosto, permita-me contar um pouco a história deste mês.

A HISTÓRIA

Agosto, vem do latim “augustus”, é o oitavo mês do calendário gregoriano, nomeado em homenagem ao imperador César Augusto. Antes disso, agosto era chamado de Sextilis, o sexto mês no calendário de Rômulo.

Originalmente, agosto era o sexto mês no calendário de Rômulo, que começava em março e tinha 10 meses, totalizando 304 dias, deixando o inverno fora do calendário.

Numa Pompílio, segundo rei de Roma, reformou o calendário por volta de 713 a.C., adicionando os meses de Januarius e Februarius, aumentando o ano para 355 dias. Inicialmente, as semanas tinham 8 dias, mudando para 7 dias no início do período imperial.

Júlio César, em 46 a.C., reorganizou o calendário para alinhar com as estações, introduzindo anos bissextos.

Quintilis foi renomeado para julho em sua honra, e César Augusto seguiu seu exemplo, renomeando Sextilis para agosto, igualando o número de dias de ambos os meses ao tirar um dia de fevereiro.

O calendário juliano, introduzido por Júlio César, foi posteriormente ajustado por Augusto e, em 1578, pelo Papa Gregório XIII, que corrigiu a discrepância acumulada, introduzindo o calendário gregoriano.

Isso incluiu um avanço de 11 dias em 1582, quando os dias 5 a 14 de outubro foram eliminados, para realinhar o equinócio da primavera ao dia 20 de março de 1583.

O calendário gregoriano continua a ser usado mundialmente por razões financeiras e organizacionais, apesar de outros calendários como o judaico, islâmico e chinês serem usados em diferentes culturas. Nestas bandas, conhecida como hemisfério sul, agosto é equivalente a fevereiro no hemisfério norte.

Em muitos países europeus, agosto é o mês de férias para a maioria dos trabalhadores.

O aglomerado estelar Messier 17.

Imagem de Chaos07 por Pixabay

UM MÊS ESPECIAL

Na Roma antiga, vários feriados religiosos ocorriam em agosto.

Diversas chuvas de meteoros são visíveis em agosto, incluindo Kappa Cygnids, Alpha Capricornids, Aquariids do Delta do Sul e Perseidas,

sendo esta última uma grande chuva de meteoros com pico geralmente em meados de agosto.

O aglomerado estelar Messier 30 também é mais visível neste mês.

Agosto também é conhecido popularmente como o “mês do desgosto”, uma superstição que remonta a tempos antigos e é frequentemente mencionada de forma casual.

Essa má fama está associada a uma série de eventos históricos e culturais negativos que ocorreram em agosto, como guerras e catástrofes, além de tradições e crenças populares que reforçam a ideia de um período de azar e infortúnios.

COISAS BOAS TAMBÉM ACONTECEM…

Você talvez esteja pensando: E as coisas boas?

Dia 1° de agosto é o dia do Maracatu!

O maracatu é uma manifestação cultural brasileira que combina música e dança. Sua origem remonta ao Brasil Colonial e envolve uma mistura das culturas africana, portuguesa e indígena.

O maracatu é uma forma de resistência e preservação da cultura afro-brasileira.

Dia 5 de agosto é o dia Nacional da Saúde (Boa saúde pra você). O dia 19 é o dia de lembrar os historiadores.

Poderíamos citar muitas e muitas datas comemorativas deste mês, mas torná-lo um bom mês dependerá da atitude de cada um. Faça um agosto ainda melhor!

A história dos meses de julho e agosto, ambos com 31 dias, remete ao desejo dos imperadores romanos de deixar suas marcas no calendário. A busca por um calendário mais preciso, alinhado ao ciclo solar, influenciou a estrutura dos meses que usamos hoje.

Veja também: As estações do ano – História ‣ Jeito de ver

Clube dos 27 – Não há glamour na tragédia

Clube dos 27 - A glamourização da tragédia.

O que é o Clube dos 27? (Imagem: Pinterest)

Clube dos 27 – Não há glamour na tragédia

Amy Winehouse, Kurt Cobain, Robert Johnson, Brian Jones (membro fundador dos Rolling Stones), Janis Joplin, Jimi Hendrix, Jim Morrison (do The Doors) – o que eles têm em comum?

Artistas de sucesso do mundo da música que tiveram suas vidas interrompidas aos 27 anos. Daí a origem do termo “Clube dos 27”.

A criação de termos como “Clube dos 27” visa dar uma áurea de glamour, magia e mesmo mistério ao fato trágico de que pessoas públicas foram trituradas pela máquina da indústria da música.

Não há glamour algum na morte da jovem Amy Winehouse, que teve uma vida conturbada e seu talento natural explorado por todos ao seu redor.

Seu estilo único de cantar, que trazia um misto da dor do Soul dos anos 60 e a energia pulsante do Jazz dos anos 40, numa roupagem moderna e eletrizante, chegou ao fim no dia 23 de julho de 2011.

Ela ingeriu altas doses de álcool.

Consegue imaginar quão perturbada estava a mente dessa jovem cantora?

Não há beleza em se perder tão jovem!

Brian Jones, membro fundador dos Rolling Stones, foi afastado da banda que criou, pois já não conseguia mais cumprir compromissos, nem ter o mesmo desempenho como músico, devido ao seu vício em drogas.

No dia 3 de julho de 1969, foi encontrado morto em sua piscina. A suspeita é que o uso de drogas tenha facilitado sua morte.

Consegue imaginar o drama ou desespero causado pelo vício em drogas?

Artistas virtuosos como Jimi Hendrix (18/09/1970), Jim Morrison (3/07/1971) e Janis Joplin (4/10/1970) tiveram morte similar.

O desespero de escapar, por instantes, dos seus pesadelos, ou de esquecer as pressões do sucesso, resultou no abreviamento de suas vidas e, consequentemente, carreiras.

Robert Johnson, chamado de Rei dos Delta Blues, morreu de sífilis em 16 de agosto de 1938.

Alguns defendem a ideia de que morrer no auge é uma maneira de eternizar-se, ser lembrado como jovem – jovem para sempre! Essa ideia romantiza todo o sofrimento e desespero escondidos em cada segundo das vidas dos biografados.

Romantizam a Tragédia…

É um pensamento explorado pelas indústrias que continuam lucrando com os espólios de artistas que, sob a resposta primária de não serem esquecidos, geram bilhões em lucros.

O fato de alguns perderem a liberdade de sair às ruas por causa de fotógrafos clicando cada centímetro de seus passos, que gostariam de voltar para casa após os shows e receber o abraço de alguém que sentisse amor de verdade por eles, é tão romântico quanto o vazio que deixaram em suas famílias.

Romantiza o fato de que perderam também a liberdade criativa e se tornaram reféns de uma indústria que suga cada gota de suor e sangue criado cuidadosamente para seus personagens.

Romantiza o fato de que muitos se perderam em seus personagens.

E enquanto isso, meros sonhadores romantizam a eternidade não usufruída pelos artistas, que não tiveram o prazer de ver seus filhos correndo no jardim, envelhecer ao lado da pessoa amada e se tornarem apenas meros adultos quadrados – mas, amados de verdade.

Não há beleza em se perder tão jovem.

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Clube dos 27 – Wikipédia, a enciclopédia livre (wikipedia.org)

O cantor sincero que ninguém ouviu!

Uma ficção sobre a indústria da música.

Imagem de Pexels por Pixabay

Sabe aquele tipo de cantor que tem tudo pra dar errado? Carlos Alvinegro era um desse tipo.

Apesar da bela voz, da barba bem feita e do incrível talento, ele tinha um probema: Era sincero demais!

Não, não. Sinceridade não é aquilo que alguns confundem com grosseria. É a qualidade de dizer a verdade de forma honesta e sem falsidade, expressando os próprios sentimentos e pensamentos genuínos.

Ele sabia que ao longo do tempo suas canções vinham caindo de qualidade, mas o público continuava fiel – não importava as letras.

Ele tinha o apoio total da gravadora e sobreviveu às mudanças da era digital, passou a investir também no Sertanejo.

Bem, são tantos caminhos do Sertanejo que não sei exatamente em qual ele entrou.

Os empresários adoraram e a partir daí houve uma transformação brutal no estilo e nas letras do Carlos. Passou a falar de bois, tratores, soja, do romantismo que era ser empresário e comprar um monte de amores…

Ele tentou…

Mas, Carlos odiava tudo aquilo.

Não se identificava com a música engessada, as letras hipócritas e não raro iniciava os shows com palavras de carinho ao público, que podiam ser facilmente mal interpretadas:

-“Essa canção eu não fiz e não entendo o que a letra quer dizer, mas se vocês gostam… deve significar alguma coisa! Vocês são demais!!!”

A voz suave e o jeito amável de dizer tais palavras cativavam o público.

Assim como era comum no mundo musical, Carlos não compunha as suas próprias músicas. Ele apenas interpretava aquilo que os empresários mandavam cantar. Letras rasas para um grande público raso!

E foi assim por muitos anos, até que ele cansou. Brigou com todo mundo! Ele queria fazer as suas próprias músicas, voltar ao seu estilo!

Mas, os empresários não gostaram da ideia. Explicaram: “Se você quiser sair… a gente cria outro! O povo nem vai perceber!”

Carlos, chateado, sentindo-se usado pelo sistema, decidiu: “Vou estragar tudo!”

E, num estádio lotado, de pessoas da cidade, vestindo roupas de couro sintético, com celulares apontando para o palco, mecanicamente como das outras vezes, em meio às luzes coloridas e escuras do palco ele cantou:

Ouça (escute) a letra:

E o povo chorava, aplaudia, pedia bis.

Não escutaram nada. O público já estava estragado!

E foi o último show do desiludido Carlos Alvinegro.

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Melodia com o auxílio do Udio.IA

Propaganda musical e Empobrecimento cultural

A uniformidade na promoção dos estilos musicais populares tem contribuído para o empobrecimento cultural.

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Lá estão eles: nas plataformas digitais, rádios e mesmo na televisão. Cantores diferentes (!?), cantando com as mesmas vozes, nos mesmos estilos, músicas que parecem serem as mesmas!

Você talvez não se pergunte o por quê da falta de variedade, talvez ache normal. Mas, trata-se de uma fórmula comercial e o valor investido na divulgação desta fórmula é absurdo.

-Mas, se está dando certo, por que não continuar investindo no mesmo?

Investir em algo que dá resultados, gerando lucros – esse é o objetivo comercial. Mas, como isso afeta a arte?

Como a Falta de Variação na Divulgação dos Estilos Musicais de Sucesso Tem Empobrecido a Cultura?

A Qualidade Artística Ofuscada pela Propaganda

Este é um trecho da crônica presente no livro
Crônicas do Cotidiano – Um Novo Jeito de Ver
Disponível na Amazon e Clube dos Autores

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DJ’s – Artistas ou não? – Um bom debate

DJ's - Artistas ou não?

Imagem de StockSnap por Pixabay

Você chega naquela festa e lá está ele, balançando os braços no ar como se regesse uma melodia que foi escolhida para animar o ambiente. E, por favor, evitem a piadinha dos bonecos de posto…

Manter a energia lá em cima, não desanimar… não deixar a festa cair.

As pessoas dançam, curtem, e depois de mais uma balada, ele recolhe seu equipamento. Sem aplausos, muitos não o veem como um artista.

Como surgiram os DJs? São artistas ou não?

A Origem dos DJs

A figura do DJ começou a ganhar destaque nos anos 1950, quando as festas se tornaram populares e a demanda por entretenimento musical aumentou.

Eles substituíram bandas ao vivo e trouxeram uma seleção diversificada de músicas, moldando a cultura das festas.

DJs – Artistas ou não?

Enquanto artistas músicos primam em apresentar seus próprios talentos em interpretações e composições, o objetivo dos DJs é animar a festa e manter a energia do público.

Sua performance é baseada na curadoria e mixagem, criando uma atmosfera única.

A discussão sobre se o DJ deve ser considerado um artista é relevante.

Apesar de não criarem músicas originais, sua habilidade em mixar e manipular faixas é uma forma de arte, reconhecida especialmente com a ascensão da música eletrônica.

O Trabalho do DJ

O trabalho de um DJ vai além de tocar músicas; envolve entender o público e criar uma narrativa musical que mantenha a energia da festa. Desde os anos 1970 e 1980, eles começaram a ganhar mais reconhecimento, e hoje muitos DJs são celebrados mundialmente.

Alguns dos DJs mais influentes incluem Grandmaster Flash, David Guetta, Tiësto e Carl Cox, que ajudaram a moldar a cultura DJ.

O trabalho do DJ, escolhendo as canções certas para criar uma experiência animada, é uma forma de arte. Portanto, após aquela festa, quando você sentir a energia pulsando, manda um “salve” pro DJ. Sua alegria é o resultado da arte dele!

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Julho – História e curiosidades

História e curiosidades de Julho.

Imagem de wal_172619 por Pixabay

Ah! aqui no hemisfério sul bate aquele friozinho gostoso, propiciando boas noites de sono, lógico, àqueles que tem um abrigo para dormir.

No Brasil , de acordo com a tv senado, 261 mil pessoas viviam em situação de rua em 2023.

Só por curiosidade, nos Estados Unidos 650 mil vivem nessas condições. É um problema global, não dá pra ser indiferente!

É um triste começo para um texto, mas o mês de Julho me lembra que é inverno por estas bandas e não sei se é verdade, cantaram uma vez que o “inverno no Leblon é quase glacial“…

Mas, lá do outro lado “é verão, bom sinal, já tempo… ” é tempo de falar do mês “xullo”.

Perdão, é assim que se fala “Julho” em galego, uma língua bem próxima do português.

Em Turco, Temmuz, em esperanto, julio e em nossa língua esse mês é chamado de fumi zuki (文月), caso o leitor seja japonês, é assim que escrevia no antigo calendário.

Julho é um mês cheio de curiosidades e datas comemorativas interessantes. Aqui estão algumas delas:

Datas Comemorativas

1 de Julho: Dia Mundial da Arquitetura e Dia da Vacina BCG.

2 de Julho: Dia do Hospital, Dia do Bombeiro Brasileiro e Dia da Independência da Bahia.

7 de Julho: Dia Internacional do Chocolate.

13 de Julho: Dia Mundial do Rock. ( Você não precisa deste dia para ouvir um bom rock and roll)

20 de Julho: Dia Internacional da Amizade e aniversário da chegada do homem à Lua em 1969.

Julho foi nomeado em homenagem a Júlio César, o famoso líder romano, que nasceu nesse mês.

Eventos Históricos e curiosidades

Pois é, quando os astronautas chegaram à lua, que coincidência,, eu também tava lá…

Em 20 de julho de 1969, a missão Apollo 11 pousou na Lua, marcando um dos maiores feitos da humanidade.

Julho de 2018 teve o eclipse lunar mais longo do século. ( E eu não vi…eu me odeio!)

É um mês popular para campanhas de saúde e conscientização, como o Julho Amarelo, focado na prevenção das hepatites virais4.

História

Julho, o sétimo mês do calendário gregoriano, possui 31 dias e recebeu o nome em homenagem ao cônsul e ditador romano Júlio César (100-44 a.C.). Antes chamado de Quintilis em latim, o que reflete sua posição original como o quinto mês no antigo calendário romano que começava em março, este mês também comemora o aniversário de César.

Julho geralmente marca o auge do verão no hemisfério norte, sendo o mês mais quente, e contrasta com o hemisfério sul, onde é o mês mais frio e corresponde ao meio do inverno.

Além disso, julho inicia a segunda metade do ano.

No hemisfério sul, a estação de julho é o paralelo sazonal ao janeiro do hemisfério norte.

E na tradição da Igreja Católica, julho é o mês dedicado à veneração do Preciosíssimo Sangue de Cristo.

Memórias

  • 1 de julho de 1994 – O real torna-se a moeda oficial do Brasil
  • 2 de julho de 1823 – Independência da Bahia – dia do bombeiro militar
  • 4 de julho de 1776 – Independência dos Estados Unidos da Grã-Bretanha
  • 5 de julho de 1687 – publicação do livro Philosophiae Naturalis Principia Mathematica de Isaac Newton
  • 9 de julho de 1932 – início da Revolução Constitucionalista de 1932 no Brasil
  • 10 de julho – Dia da pizza ( E tudo sempre acaba nela...)
  • 15 de julho – Dia do homem.
  • 13 de julho – Dia Internacional do Rock
  • 14 de julho de 1789 – Dia nacional da França (é comemorado o início da Revolução Francesa)
  • 17 de julho de 2007 – Airbus A320, conduzindo o voo 3054 da TAM, bate no galpão da TAM Express, matando 199 pessoas
  • 20 de julho de 1969 – A missão Apollo 11 pousa na Lua; Neil Armstrong e Edwin Aldrin tornam-se os primeiros humanos a caminhar na superfície do satélite.

E assim como todos os outros dias e meses, são todos especiais. Não espere o mês de Julho para ver e abraçar seus amigos.

Cultive verdadeiras amizades e acima de tudo, seja um amigo de verdade!

Curta o sabor da estação.

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Mais de 260 mil pessoas vivem em situação de rua Brasil – TV Senado

 

Reggae – da Jamaica para o mundo!

Um ritmo contagiante. O reggae surgiu na Jamaica no final dos anos 60.

Imagem de Yardie por Pixabay

Um ritmo contagiante.

O Reggae pode ser definido como mais que uma música, um estilo, mas como uma energia capaz de transcender barreiras étnicas, continentais e levar uma mensagem ao mundo.

O estilo capaz de expressar com a mesma força a paz, a luta pela igualdade, histórias e declarações de amor.

Mas, como surgiu o Reggae, essse ritmo gostoso de ouvir e dançar?

Vamos embarcar suavemente no ritmo desta história!

História do Reggae

O reggae surgiu na Jamaica no final dos anos 60, desenvolvendo-se a partir do ska e do rocksteady.

É notável pelo ritmo único, marcado especialmente nas segundas e quartas batidas, muitas vezes referido como “skank”. Mais lento que seus predecessores, o reggae se destaca pela “terceira batida” e linhas de baixo intrincadas.

Bob Marley, cantor e compositor, é conhecido mundialmente por popularizar o gênero.

Etimologia

A palavra “reggae” foi usada pela primeira vez no single “Do the Reggay” de 1968, dos The Maytals, apesar de já ser empregada em Kingston para descrever uma dança e um estilo de rocksteady.

Derrick Morgan, um artista do gênero, relatou que a batida do rocksteady evoluiu para algo novo que se assemelhava ao “reggae”.

O historiador Steve Barrow sugere que “reggae” pode derivar de “streggae”, uma gíria jamaicana para uma mulher promíscua, enquanto Toots Hibbert disse que o termo surgiu naturalmente durante uma gravação.

HIstória – 2 Parte Principais influências e precursores

O reggae foi profundamente influenciado pela música tradicional africana e caribenha, bem como pelo rhythm and blues americano.

O ska, antecessor imediato do reggae, emergiu entre 1959 e 1961, marcado por linhas de baixo marcantes e ritmos intensos.

O rocksteady, uma versão mais lenta do ska com foco nas linhas de baixo, antecedeu o reggae e se estendeu até 1968.

A hora da evolução

A transição do rocksteady para o reggae é marcada pelo uso do órgão shuffle, uma inovação de Bunny Lee.

Gravações pioneiras de reggae, como “Nanny Goat” de Larry Marshall e “No More Heartaches” dos Beltones, emergiram em 1968.

The Wailers, formado por Bob Marley, Peter Tosh e Bunny Wailer, é tido como o grupo mais emblemático a percorrer todas as etapas do reggae.

Entre outros pioneiros estão Prince Buster, Desmond Dekker e Jackie Mittoo.

Produtores jamaicanos como Coxsone Dodd e Lee “Scratch” Perry desempenharam um papel crucial no desenvolvimento do gênero.

O cenário mundial

O filme “The Harder They Come” de 1972, protagonizado por Jimmy Cliff, e a versão de “I Shot the Sheriff” por Eric Clapton em 1974, foram fundamentais para popularizar o reggae nos Estados Unidos e no mundo.

Durante a década de 1970, o reggae começou a se destacar nas rádios do Reino Unido, em particular no programa de John Peel.

Este período é conhecido como a “Era de Ouro do Reggae”, marcando o apogeu do roots reggae.

As bandas punk do Reino Unido também começaram a integrar elementos do reggae em sua música.

Reggae e Sociedade

O reggae se divide em dois subgêneros principais: o roots reggae e o dancehall reggae.

Comumente ligado ao movimento rastafari, que impactou diversos artistas do estilo, o reggae também explora temas variados como amor, sexo e, em especial, crítica social.

E enfim na “terrae brasilis”

O cantor Gilberto Gil, já trazia em suas canções influência do Reggae em 1979 na bela “Não Chores Mais” versão de “No woman, no cry” de Bob Marley.

No Brasil, o reggae ganhou destaque no Maranhão a partir da década de 1980, popularizado através dos sistemas de som chamados “radiolas”.

Lá a galera dança juntinho, agarradinho, in a maranhon style, como diz a Tribo de Jah.

Na Bahia, o samba reggae de bandas como Olodum, Banda Reflexus e Timbalada misturou elementos do reggae com a música local.

Edson Gomes é amplamente considerado o maior nome do reggae brasileiro, com letras poderosas e um vocal perfeito.

O reggae é um estilo musical diversificado e rico, enraizado profundamente na cultura da Jamaica e com uma influência global marcante.

Uma notinha camarada…

“The Harder They Come”, de Jimmy Cliff, é considerado um hino de resistência contra a opressão e a injustiça, inspirado no reggae jamaicano.

A canção critica a promessa ilusória de uma vida melhor após a morte, conhecida como “pie in the sky”, e destaca a importância da luta por justiça em vida.

O refrão “the harder they come, the harder they fall” serve como um mantra de fortalecimento, sugerindo que quanto maior a opressão, mais dura será a queda dos opressores.

A música também celebra a liberdade individual, como expresso no verso “I’d rather be a free man in my grave than living as a puppet or a slave”. Jimmy Cliff utiliza sua arte para inspirar esperança e resistência, encorajando os ouvintes a defenderem seus direitos. – THE HARDER THEY COME (SIGNIFICADO) – Jimmy Cliff (letras.mus.br)

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Que tal curtir um pouco da nossa playlista abaixo?

O reggae é um estilo musical diversificado e rico, enraizado profundamente na cultura da Jamaica e com uma influência global marcante.

Desde suas origens no ska e rocksteady, sua popularização através de ícones como Bob Marley, até suas variações em países como o Brasil, o reggae se mantém como uma expressão musical influente, tratando de questões sociais e culturais importantes.

© Gilson da Cruz Chaves – Jeito de Ver Reprodução permitida com créditos ao autor e ao site.